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30 julho 2010

Não há espaço para TPI em África Ném Al-Bashir para HAIA

OS líderes africanos discordaram na terça-feira, pouco antes do encerramento da cimeira da UA, em Kampala, sobre um eventual julgamento em África, do presidente sudanês, Omar Al-Bashir, após o debate sobre a cooperação com o Tribunal Penal Internacional (TPI) relativa ao mandado de captura emitido contra ele. segundo o Notícias da Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010.

O canal de Moçambique citando uma fonte da UA, “a decisão final (da cimeira) é que o ‘statu quo’ permanece, o que significa que África não vai cooperar com o TPI sobre esta questão, apesar de os líderes africanos terem concordado que esta decisão não foi tomada para encorajar a impunidade no continente”.

De acordo com a PANA, os líderes africanos advertiram, por isso, que as pessoas que futuramente se implicarem em graves violações dos direitos humanos, nomeadamente crimes de guerra e genocídios, deverão ser forçadas a comparecer perante um tribunal.

A fonte declarou que as discussões sobre a eventualidade de uma detenção do líder sudanês em África dividiram os dirigentes africanos, que aconselharam ao Tribunal Penal de Justiça, sedeado em Arusha (Tanzania), para explorar a sua capacidade de intentar um processo por crimes de guerra e crimes contra a humanidade em África.

“Eles exploraram o processo para o início de um eventual julgamento de Al-Bashir em África, mas uma vez mais não temos mecanismo para isto”, disse uma fonte sob anonimato.

Os líderes africanos discutiram igualmente sobre o pedido de abertura de um escritório do TPI em Addis-Abeba, na Etiópia, para ajudar na coordenação do seu trabalho com o da União Africana. No entanto, a decisão sobre esta questão foi adiada para uma data ulterior.



Nota Reflexiva: Chega de Palhaçada, do mesmo jeito que os africanos não controlam vida de ninguém também queremos paz mesmo reconhecendo os nossos regimes ditatoriais. É que não somos piores que eles!...

12 julho 2010

Mitos, preconceitos e arogância do poder na Fuga de quadros em África e em Moçambique

Este artigo surge da necessidade de discutir ideias sobre este fenómeno relacionando com o que o Chefe do Estado chama de "problema das nossas cabeças".

Vejamos, se um africano não é contratado no seu país é porque tem falta de auto estima então prefere trabalhar para onde pagam lhe bem ou porque não tem qualidades para responder as necessidades do mercado! Nunca nos lembramos de razões políticas e pessoais dos contratantes.

Lembram se da última entrevista do Ministro da saúde? que veio ao público tentar tapar o sol com a peneira dizendo que os médicos fogem porque estam aprocura de melhores condições no privado, (in)felizmente não se lembrou de falar sobre os quadros que por terem se formado em Biologia, psicologia, gestão em uma universidade do país que preconceituosamente ele não acredita nas suas qualidades foi transferido os para outros ministérios! incrível! Qual é a oportunidade que ele deu para que estes provem suas capacidades de adaptação? para mim este senhor perdeu noção das coisas... onde já se viu?

Infezmente o mais alto Gestor dos serviços de saúde não tem a mínima noção de custo e despesa de formação de um médico e o nível de perda que o estado tem em caso de morte ou fuga do mesmo! é um mito pensar que a melhor administração da coisa pública é a feita de fora para dentro aocontrário deve ser de dentro para fora. portanto, o Ivo mostrou mais uma vez não ter noção da queda de resultados de tratamento nos serviços nacionais de saude porcausa do seu Taylorismo!

Senhor Ministro da Saúde,a Fuga de cérebros do continente africano tem custo superior a US$ 4 bilhões na contratação de profissionais anualmente 150 mil expatriados. Segundo o PNUD, "Etiópia perdeu 75 por cento da sua mão de obra entre 1980 e 1991", o que prejudica a capacidade desses países de se desenvolver. Nigéria, Quênia e Etiópia são consideradas ser as mais afetadas. No caso da Etiópia, o país produz muitas excelentes médicos, mas há mais médicos etíopes em Chicago do que na Etiópia. O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki afirmou, em 1998 em Renascimento Africano fala:

Segundo Kouvibidila, sociólogo e jornalista franco-congolês "É preciso criar condições para que os quadros africanos fiquem a trabalhar no continente. É preciso até fazer com que os que trabalham actualmente, quase gratuitamente, noutras regiões do mundo regressem à casa". portanto aqui fica mais que claro que o dinheiro não é o que alicia os quadros a migrarem ou a fugirem do pais ou das instutuições públicas. "Olhem para os Asiáticos. Eles enviam milhares de estudantes nos Estados Unidos, na Europa e criam ao mesmo tempo as condições para que regressem logo após os seus estudos findarem. Em África também, temos de criar estruturas adequadas para guardar os nossos pesquisadores e intelectuais. É uma implicação de desenvolvimento", idem.

Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)citado aqui estima que a fuga dos cérebros faz perder anualmente de milhares de dólares americanos ao continente africano.

Este fenómeno é mesmo responsável pela decadência do sistema educativo e de saúde em diversos país do continente, segundo a agência onusina. pelo que, não só para o Ministro Ivo Garrido mas para todos nós, vamos parar com o preconceito de que "quem é formado nesta ou naquela instituição é inferior que aquele", "o mito de que os recem formados estão cheios de lacunas" sem que antes lhes dê opurtunidade de demostrarem suas capacidades e habilidades. Por fim, não a arogância do executivo, desde o PR indo até os chefes de departamento porque este país só vai mudar com nossa união e espírito de irmanidade.

Pensa comigo