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22 agosto 2011

Cimeira da SADC em Luanda



Espero que seja oportuno para tecer algumas considerações em volta da última cimeira da SADC que decorreu em Angola concretamente na cidade de Luanda.

Dentre várias estórias que caracterizaram este envento há a destacar a não permissão de entrada dos elementos da sociedade civil e de jornalistas dos países aderentes desta agremiação.

Um outro aspecto de relevo foi a "passagem do cargo marcada pela colocação, por Hifikepunye Lucas Pohamba (presidente da Namíbia), da medalha que simboliza a presidência da organização regional na lapela do casaco de José Eduardo dos Santos, a quem desejou sucessos durante o seu mandato", no que constitui a rotatividade da direcção (prefiro assim porque liderança não é).

A nosso Ver

Bem, em nós a Cimeira da SADC em Angola foi mais um ritual do que um valor no entanto que tal. se não vejamos: Qual é a principal razão de ser da SADC? É era suposto que os povos tivessem o mesmo alcance dos objectivos e código de conduta comungado por todos. a nossa inquietação vem do facto de que pelo menos Angola, Zimbabwe, Africa do Sul e outros parecem estarem fora desta dos ideais da SADC. Daí que não faz sentido esta "organização" se na verdade não tem um fim real partilhado pelos seus aderentes!

O outro ponto é: Quem são os verdadeiros com religionários da SADC, os povos ou os chefes dos Estados? É que sempre se questionou sobre a possibilidade de uma verdadeira e efectiva integração, O professor Lourenço do Rasário, Reitor da Universidade Apolitécnica usou uma metáfora para demostrar o seu cepticismo com relação a ideia, questionando se "uma panela de barro pode integrar a uma panela de alumínio ou metálica?".

Hoje, mais do que razões meramente económicas, os paises da região sul da África são caracterizados por uma diversidade de linhas políticas, dentre os progressivamente democráticos e liberais e os regressivamente autocráticos, nos casos de Botswana e Angola respectivamente.

Enfim, a SADC precisa de valores, de uma identidade própria não obstante a sua diversidade objectiva e com instrumentos positivamente normativas não um clube de amigos que se toleram mutuamente no sacrifício dos seus povos. Mais a SADC deve ser dos povos não dos Presidentes.



Pensa Comigo

30 julho 2010

Não há espaço para TPI em África Ném Al-Bashir para HAIA

OS líderes africanos discordaram na terça-feira, pouco antes do encerramento da cimeira da UA, em Kampala, sobre um eventual julgamento em África, do presidente sudanês, Omar Al-Bashir, após o debate sobre a cooperação com o Tribunal Penal Internacional (TPI) relativa ao mandado de captura emitido contra ele. segundo o Notícias da Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010.

O canal de Moçambique citando uma fonte da UA, “a decisão final (da cimeira) é que o ‘statu quo’ permanece, o que significa que África não vai cooperar com o TPI sobre esta questão, apesar de os líderes africanos terem concordado que esta decisão não foi tomada para encorajar a impunidade no continente”.

De acordo com a PANA, os líderes africanos advertiram, por isso, que as pessoas que futuramente se implicarem em graves violações dos direitos humanos, nomeadamente crimes de guerra e genocídios, deverão ser forçadas a comparecer perante um tribunal.

A fonte declarou que as discussões sobre a eventualidade de uma detenção do líder sudanês em África dividiram os dirigentes africanos, que aconselharam ao Tribunal Penal de Justiça, sedeado em Arusha (Tanzania), para explorar a sua capacidade de intentar um processo por crimes de guerra e crimes contra a humanidade em África.

“Eles exploraram o processo para o início de um eventual julgamento de Al-Bashir em África, mas uma vez mais não temos mecanismo para isto”, disse uma fonte sob anonimato.

Os líderes africanos discutiram igualmente sobre o pedido de abertura de um escritório do TPI em Addis-Abeba, na Etiópia, para ajudar na coordenação do seu trabalho com o da União Africana. No entanto, a decisão sobre esta questão foi adiada para uma data ulterior.



Nota Reflexiva: Chega de Palhaçada, do mesmo jeito que os africanos não controlam vida de ninguém também queremos paz mesmo reconhecendo os nossos regimes ditatoriais. É que não somos piores que eles!...