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11 outubro 2010

Credulidade do Elísio Macamo 3 (Fim)

Vamos a (8 c) desta série do Professor Elísio Macamo, é como disse no post que antecede a este, o autor do combate a credulidade tem vindo a ser mais aberto e transparente possível na sua intervenção.

Por exemplo: ele é céptico quanto `a possibilidade de formulação de uma teoria válida com base nos estudos feitos pela CEA usando o método indutivo de interpretação dos dados observados.

Elísio Macamo diz que «Leis universais do tipo “sempre que o governo for indiferente, as pessoas vão agir assim e assado” é necessário olhar para as diferenças sociais, motivacionais e outros porque os fenómenos sociais são naturalmente imprevisíveis e a sociedade constitui-se historicamente e subtrai-se, por essa via» (itálico do Autor).

 
Há uma preocupação na minha modesta percepção das coisas, que não me permite a assunção de que só as ciências Humanas ou sociais é que admitem a subjectividade!

É que falamos tanto de ciências exactas quando a Estatística convenciona margens de erro, a tecnologia de ponta que permite as experiências admite defeitos de fabrico!
Portanto, com isto, fica claro que nenhuma pesquisa teria tamanha capacidade abrangência interpretativa que o nosso combatente da credulidade nos sugere.

 
No caso vertente do trabalho da CEA, seria necessário verificar a tipologia de pesquisa quanto aos seus objectivos, o que nos permitiria de certa forma ver até onde nos leva a descrição dos factos. Ora, o levantamento (pesquisa exploratória) que se desencadeia durante muito tempo e a identificação de factores determinantes de um certo fenómeno social.

Há um estudo que acompanhei por uma gravação na RM que se deu em Muedumbe, Cabo Delgado, dos Leões que durante 12 meses devoravam pessoas, onde 46 pessoas foram vítimas, 18 pessoas foram linchadas acusados de serem proprietários dos leões, Até o Administrador foi acusado.

Segundo os depoimentos, o Administrador é acusado de nada fazer para eliminar os leões, pelo que só podem ser dele!

Veja que aqui, não é muito relevante tentar dizer que as pessoas são analfabetas, seria inútil porque em outros estados a educação é responsabilidade do Estado, tal como a disponibilização de armas para eliminar os malditos Leões que no caso vertente so vieram a chegar 12 meses depois! O que significa que, a intervenção do governo se tivesse sido atempada evitaria primeiro o avolumar de número de pessoas devoradas e consequentemente de pessoas linchadas. Elísio Macamo prefere que as pessoas ilibem o governo ou o estado disso?

Elísio Macamo, diz a um dado paço que as pessoas preferem “facilmente criticar o governo pela pobreza, mas no nosso dia a dia nada fazemos para aliviar ajudando os mais necessitados por iniciativa própria”. (itálico nosso)

O meu maior problema dos pró governos ou estado, é que, preferem andar por cima do povo dizendo que não tem cultura do trabalho como se este país não custasse o suor e o sangue deste povo, fosse apenas a custa de lobes e discursos cosmeticamente defensivos.

Pós saiba Professor, Elísio. A carestia em Moçambique não é novidade, novidade são os mecanismos de acumulação e da tomada de decisões face a ela. Pelo que, quer queira quer não, a discórdia sempre desembocou na violência, a nossa história revela claramente isso.

 
“Usar os fóruns nacionais de debate - nos jornais, e na Internet – para chamar de ladrões, arrogantes e oportunistas aos que, `a sua maneira, tentam dar o seu contributo para um Moçambique melhor é a maneira mais segura de comprometer a viabilidade deste país” (Elísio Macamo).

 
Professor, o que afinal vos leva a pensar que só vós é que querem o melhor deste país? A vontade do PR em desmascarar actos corruptos e da má administração pública por parte dos agentes do estado mostra claramente (é como reconhece) que os governantes não fazem tudo certo. Em mim, as medidas não consensuais só activam a desconfiança.

Se não há arrogância! O que é feito do MARP, das pesquisas independentes e das teses de Doutoramentos dos Moçambicanos etc?

Se não há interesses singulares, o que custa para os grandes contribuírem para os cofres do Estado?

Porque o trabalhador e os capitais nacionais são vítimas do seu país? Contribuindo para todos os meios que facilitam a logística da economia nacional quando os estrangeiros e seus capitais são isentos em nome de incentivos!

Que nome dá este tipo de comportamento o nosso combatente da credulidade?

Quanto a “programas mais gerais de desenvolvimento”, quem determina as metas de desenvolvimento é o povo.

Pensar não dói. Dói, é pensar convenientemente não por convicção. Já viu o trabalho que há aí?

07 outubro 2010

AUTARCA

Leia o primeiro jornal electronico da cidade da Beira, aqui . Obrigado V. Dias pela correspondencia.

Credulidade do Elísio Macamo (2)

Já estamos em (8a), para quem costuma seguir os textos do Sociólogo, Colaborador do Jornal Notícias não há surpresa alguma.

Para este número trago uma pequena brincadeira através de um provérbio lá da minha terra, Mandlakaze.

A homu a yi pswali tlâmbine (a vaca não dá parto no meio da manada)
Vejam uma coisa, “o crítico dos críticos” , neste caso procurou ser suficientemente abstracto no seu objecto e sujeito de análise sobre tudo para quem não tem o hábito de acompanha-lo intelectualmente e quem não domina os conteúdos discutidos na nossa esfera pública.
Diga-se que, não é de hoje esta discussão ou pelo menos a tentativa de discussão do Elísio Macamo para com o Carlos Serra.

Mas nesse seu combate à credulidade no número (8 a) a cabeça do avestruz saiu por fora, a vaca pariu no meio da manada, revela taxativamente a quem acha que as pessoas não devem acreditar, e chama a isso, fornecimento de instrumento que permitam ao consumidor digerir as produções do professor Carlos Serra.

No (8 b), entra a fundo do trabalho do Centro de Estudos Africanos - CEA com o título, Cólera e Catarse, realizado em 2002 na província de Nampula. O professor Elísio Macamo acrescenta que, os trabalhos do Professor Carlos Serra do CEA, tem encontrado quase mesmas conclusões interpretativas (Ausência do Estado) para vários e diferentes fenómenos sociais, o que ignora muitos outros factores locais.

Então comecemos com as nossas reflexões se não críticas: Até quando uma unidade de análise é suficientemente relevante do ponto de vista explicativo para um fenómeno como este?

O conceito do Estado pós-colonial

Há um facto que julgamos indispensável em qualquer juízo de fenómenos sociais, no exame das relações entre a ciência e a sociedade no seu conjunto que constitui a génese dos estados pós-colonial em África.
Ora, é necessário compreender que durante muito tempo o CEA, esteve como que máscara ideológica justificadora de manutenção de um Estado que praticamente coincidia com o Governo, definida pela sua função central no sistema político neo-patrimonial. Custa tanto para o povo mesmo para os seus servidores esta rotura quase forçada, ou inoportuna para as vontades dos beneficiários. A única diferença é que, o Carlos Serra e a sua equipa rapidamente procuram se adaptar à novos cenários e os outros preferem choramingarem pelo leite derramado.

Portanto, as dinâmicas do processo político, social e económico dos últimos 15, 18 anos determinar uma rotura poli centrista em todas as esferas sociais, não obstante o povo continuar com essa esperança.

Não há estudo minimamente completo que se possa fazer sem olhar para os aspectos retrospectivos, descritivos e prospectivos sem prejuízo de todos os métodos de análise sociológica convenientes.

Tudo bem, podemos concordar por exemplo que os níveis educacionais são a razão de uma certa crença que nos leva `a violência na resolução dos problemas como de saúde na nossa comunidade. Aqui a questão é: Até quando o Estado é inocente nisso?

O Professor Elísio Macamo, reconhece a desconfiança da comunidade em relação aos representantes do estado, no entanto segundo ele essa desconfiança não justifica a sua reacção violenta!

Quando é que um filho desconfia de um pai (Estado)? E qual é a reacção que espera-se dele (se é que podemos prever)?


[1] É assim como o Elísio Macamo prefere ser considerado, pelo menos pelo que tenho acompanhado nas suas intervenções.

06 outubro 2010

Libia com todos os problemas menos desenvolvimento Humano!

A nova geração de líderes africanos enfrentam um enorme desafio. Retirar milhões de pessoas da pobreza

Só é possível consegui-lo através de sociedades democráticas fortes; do funcionamento do estado de direito; da disponibilização de instalações de saúde e educação; de uma sociedade civil capacitada; e de uma estrutura conducente a um crescimento económico forte. Por outras palavras, não é possível alcançar nada disto sem uma boa governação. Veja a tabela de classificacao do seu pais se 'e africano na Fundacao Mo Ibrahimo

PIRATAS SOMALIS AMEIA'CAM A PATRIA MAE

O país vai defender a costa marítima com os recursos que dispõe
– diz o chefe do Estado-Maior General das FADM, Paulino Macaringue, em entrevista ao Canalmoz
O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Paulino Macaringue, assumiu a preocupação de Moçambique face às constantes ameaças dos piratas somalis à costa oriental da África, incluindo às águas dos países banhados pelo Oceano Índico, nomeadamente as águas territoriais moçambicanas.

Segundo a imprensa internacional, a Marinha de Guerra tanzaniana abortou três tentativas de ataques a embarcações envolvidas na pesquisa de petróleo naquele país vizinho. Os confrontos aconteceram, a semana passada, o último dos quais na terça-feira, 28 de Setembro, numa região junto à fronteira com a província de Cabo Delgado, a norte de Moçambique, denominada Mtwara. Leia mais




Fim das bixas nos Cartórios Notariais

Fotocópias deixam de ser autenticadas

As fotocópias ou requerimentos de qualquer documento para serem entregues às repartições do Estado não precisam mais de ser reconhecidas no Cartório Notarial.

Para o efeito, o cidadão deve apresentar aos funcionários dos Serviços de Administração Pública, as referidas fotocópias acompanhadas da respectiva prova original, apenas para efeitos de confrontação de dados.

Não se trata de uma medida nova mas, segundo Alberto Nkutumula, Vice-Ministro da Justiça, que falava semana passada na inauguração de um dos sete novos postos de Registo Civil, que entraram em funcionamento, na cidade de Maputo, dada alguma resistência que ainda se verifica em alguns funcionários do Estado e associado ao elevado nível de desconhecimento da medida por parte do cidadão comum, o sector vê-se obrigado a reiterar que as pessoas não mais precisam de se dirigir ao Cartório a fim de autenticar documentos, bastando, por conseguinte, anexar o original à fotocópia e entregá-lo ao funcionário para efeitos de certificação.

Nota Reflexiva: E o dinheiro vindo desta prestacao de servico ao cidadao onde vai-se tirar.

05 outubro 2010

NO CORREIO DA MANHA

Veja na integra

Carta de professor Doente

daqui, quinta-feira, 02 de Setembro de 2010

Estou doente...

Produzo mais papéis e máquinas e menos seres humanos, indivíduos! A nossa era se chama“PRODUÇÃO CIENTÍFICA...

Quanto? Preciso estar “on line” e ligado 24 horas para produzir: 5 artigos por ano, pelo menos 1 Qualis A e os demais podem ser A2, B1 ou B2, mas o resto não interessa; pelo menos 1 livro e um capítulo de livro por ano.

Ah! Não posso esquecer das comunicações em eventos! Devem ser preferencialmente trabalhos completos, publicados nos anais em Congressos Internacionais porque os resumos expandidos e os simples não contam nada na nossa avaliação. E se forem em eventos regionais ou locais menos ainda.

Devo participar de 2 Programas de Mestrado como efetivo e um terceiro como Colaborador.

Devo ministrar 4 ou 5 disciplinas na Graduação, ou se não for assim preciso ter 4 ou 5 turmas, com pelo menos 50 vagas ofertadas para ministrá-las. Muitas das vezes, em espaços que comportariam muito menos... Quantos créditos: 12, 16, 20 ou 24 por semestre?

Devo ministrar também 1 ou 2 disciplinas na Pós-Graduação. Preciso orientar os trabalhos de conclusão de curso (4 ou 5, às vezes só um pouco mais por semestre). Preciso orientar pelos menos dois e studantes de Mestrado por ano... Ah! Eles precisam defender suas dissertações em 24 meses... O ideal já seria defender em 18 meses! E os Co-orientados? Quantos?

Tenho ainda os estágios, os projetos de fomento e de PIBIC. Ainda faltam as comissões e os cargos administrativos!

Precisamos de mais cursos, mais disciplinas e mais estudantes, mais cargos e mais comissões... Assim, ganhamos mais TRABALHO e temos menos VIDA. Meu tempo está acabando... O dia é muito curto e as 24 horas já não me são mais suficientes.

Que tal repensarmos o nosso Calendário? O dia poderia ser um pouco maior e o ano poderia ter mais alguns meses... Puxa! Como seria feliz por isto... PODERIA TRABALHAR MAIS! Muito mais, pois ainda preciso ser bolsista de produtividade. Quero também ser pesquisador!

Antigamente, o Professor era Senhor ou Senhora, um segundo pai ou uma segunda mãe, um tio ou uma tia. Era também um EDUCADOR. Um erudito e um verdadeir o HERÓI. Hoje o professor “brother”, “chapa”,“meu”, “brô” e “véio”, entre outros... Muitos outros!

O bom é que temos mais professores. Muito mais! Por outro lado, temos menos salas e dividimos os nossos 15m2 (chamado gabinete) com mais 3 ou 4 e todos os seus orientandos também. Pelo menos não posso reclamar de solidão no trabalho, nem de monotonia. A vida de Profess or é pura agitação... Altas baladas como dizem.

Meu dia de trabalho terminou na Instituição... A jornada de trabalho de um celetista é de 44 horas por semana, com tendência natural de reduzi-la. E a nossa de professor? Isto é muito pouco!

Além da nossa rotina diária, ao chegarmos em casa precisamos continuar TRABALHANDO! Tem as correções de provas, aulas e notas de aulas para serem preparadas, seminários, palestras, etc.. Ou melhor, fazer invencionices para melhoramos a nossa performance para nossos estudantes.

As aulas não são mais atrativas... Eles dizem: melhor seria estar com a Galera ou a Turma... Atender celular, passar minhas mensagens, jogar meus novos games do celular, msn, orkut, facebook, mostrar meu aparelho de celular novinho ... Tem muito mais opções! Perder tempo com estas aulas? Que tédio! Tudo está na Internet mesmo.

Esqueci da elaboração dos projetos! Preciso de recursos financeiros para reali zar alguns trabalhos e o prazo se encerra amanhã. Ainda bem que o envio é on line. O sistema, hoje em dia, em alguns editais recebem até 24 horas depois... UFA! Vai dar tempo.

Aqueles que precisam da nossa atenção em casa: mãe, pai, esposa, marido, filha, filho, neta, neto, noiva, noivo, namorada, namorado... Gato, cachorro, peixe, papagaio, periquito... etc? ELES PODEM ESPERAR!

E as minhas necessidades: físicas e fisiológicas? E o meu lazer e meu prazer? Confesso que às vezes me sobra um tempinho para isto tudo, apesar de serem atividades menos nobres.

Preciso dormir, mas tenho que TRABALHAR! Preciso acordar, antes de dormir. Estou doente! Não tenho tempo de ir ao médio... Depois vejo isto! Estou gravemente doente, mas não posso me curar. Preciso TRABALHAR e PRODUZIR mais papéis (textos, livros, artigos, relatórios, etc...). Meu CURRÍCULO LATTES está desatualizado!

Tenho que produzir mais máquinas também, pois o mercado assim exige.

Fico triste no final. A maior parte de toda a minha produção permanece intocável e, na maioria das vezes, enfeitando estantes e gavetas. Poucos realmente lêem aquilo que é fruto de uma vida inteira de total entrega ao sistema. Ou no caso das máquinas, algumas ficam sem emprego.

Ah! Eu não posso me queixar, pois apesar desta pequena carga de trabalho tenho um bom salário.“Não sois máquinas! Homens é o que sois” é uma famosa frase de Charles Chaplin, ou ainda “ O que somos é conseqüência do que pensamos” de Buda. Acredito que isto é coisa do passado... Está fora de moda!

Podemos ver que a geração atual não os conhece, pois seus mais recentes ídolos e sua identidade são diferentes: “Exterminador do Futuro – Arnold Schwarzenegger”, “Rambo – Sylvester tallone”,“Indiana Jones – Harrison Ford”,“007 - Daniel Craig”, etc. Estes são os verdadeiros heróis: imbatíveis, incansáveis e imortais.Estou doente... Gravemente doente... Incurável...

E no fim!

AQUI JAZ um EX-PROFESSOR que um dia sonhou ser PESQUISADOR.

01 outubro 2010

RECLUSO NÃO DEVE TER RESPONSABILIDADE SOCIAL?

Interrompido "banho" do muro do Cemitério de Lhanguene


O CONSELHO Municipal da cidade do Maputo mandou suspender ontem, com efeitos imediatos, os trabalhos de pintura do muro do Cemitério de Lhanguene depois que alegadamente tomou conhecimento, através de alguns órgãos de comunicação social sedeados na capital do país, de que as referidas obras estariam a ser financiadas por Momad Assif Abdul Satar, mais conhecido por Nini. Consta igualmente que para além das beneficiações, Nini, a cumprir uma pena na BO, iria financiar trabalhos idênticos no antigo Cemitério São Francisco Xavier, no centro da cidade.

Os trabalhos de pintura do muro do Cemitério de Lhanguene iniciaram há sensivelmente um mês, contemplando apenas a parte destinada à realização de funerais dos muçulmanos, cuja comunidade contribuiu para o efeito, no quadro das festividades do IDE. Tratou-se de obras que concorreram sobremaneira para a mudança do visual daquele lugar santo que se apresentava num estado lamentável. Leia mais

Pensa comigo

Credulidade do Elisio Macamo

Estou a seguir minuciosamente a opinião do Sociólogo Elísio Macamo, no jornal Notícias, já no seu número (4). Até agora e como sempre a questionar a forma que os moçambicanos fazem a crítica. Sobre tudo no que depende a autoridade analítica de um indivíduo. Ainda não o compreendi totalmente. No entanto, já dá para perceber que alguém está servindo de cobaia, sobre tudo quando as suas análises se baseiam nos estudos por outros feitos e os mesmos para ele “tem o hábito de justificar todo o fenómeno que ocorre no país com  recurso `a mesma ideia de que as pessoas estão a reagir ao esquecimento a que foram votados pelo Estado ignoram as críticas feitas aos seus trabalhos...”. Mais, Elísio Macamo exige provas para as autoridades académicas emitirem certas opiniões não repetirem o que os outros na mesma posição que ele dizem. Aqui parece haver contradição nas conveniências deste Sociólogo, porque a dado tempo diz que as conclusões dos estudos feitos por uma autoridade académica devem ser “corroboradas por outros estudos” e numa outra vertente retira o direito `a concordância!

Nota Reflexiva: 1- A quê nos induz, a quê nos relega, a quê nos influenciam as opiniões do Sociólogo Colaborador do nosso matutino Notícias? 2- O que fazer com os que nunca concordam connosco mesmo sem fazerem nada no âmbito do que fazemos sabendo que é indispensável?

Pensa Comigo

30 setembro 2010

O AGACHAR DE UM PATRIMÓNIO MUNDIAL

Crónica de: Gento Roque Chaleca Jr. em Bruxelas


Ilha de Moçambique:



A Ilha de Moçambique continua a não se aguentar, com a sua coluna vertebral sempre a curvar em direcção à sua queda de velhice. Tanto se diz mas não parece que haja algo concreto para adiar a morte natural da primeira capital do nosso País.



Pedro Nacuo in Jornal Notícias (12/09/2009)



Exceptuando a terra onde nascemos e da morte, todo o resto depende da nossa própria selectividade: do Homem! A Ilha de Moçambique é, para o autor desta linhas, a mais bela terra que existe no mundo.



Nenhum outro pedaço de terra possui tanta história por contar como a Ilha de



Moçambique. De facto, não há um pedaço de terra na Ilha de Moçambique que não tenha agarrado um pedaço de história.



É um retalho de terra em terras de Nampula que têm muito que ver: monumentos, história, lendas, paisagens, estátuas, pergaminhos, igrejas, mesquitas, enfim, a sua gente. Aquela gente de generosidade infinita, tanto sabe amar como defender os valores da liberdade.



Quando os linguístas procuravam o significado da palavra “hospitalidade”, a gente da Ilha de Moçambique já era hospitaleira.



Mesmo nos momentos mais picantes da sua história ̶ em que a liberdade foi colocada em causa pelos seus invasores, o povo da Ilha de Moçambique soube erguer no interior sua alma, o baluarte de defesa desses valores. Ali nasceu Moçambique! O mais curioso quanto interessante é o facto do epítome do nome “Ilha de Moçambique” possuir dois géneros misto: masculino e feminino, ou seja: Ilha e Moçambique, ou Muhipiti, daí concluir, com algum sarcasmo inofensivo, que foram as belas macuas ‘muthianas’ da Ilha de Moçambique que deram parto à vergôntea que é hoje Moçambique!



Por um lado ela marca o período da dominação colonial portuguesa; por outro devido a pendência política entre a Frelimo e a Renamo e, quiçá, a nata intelectual daquele povo, pouco ou nada tem sido feito para salvar a primeira capital do nosso país, que foi elevada pela UNESCO a Património Mundial em 1991. Os avanços desenfreados de reclames publicitários (luminosos e cartazes) com as cores amarelas, azuis, branca, etc., retiram-lhe a estética e a beleza de um património cultural único em toda a Humanidade. As autoridades municipal e administrativa local nada fazem para travar a onda da poluição sonora de motorizadas que “invadem” o som das águas do Índico.



Não há na Ilha de Moçambique uma única universidade pública ou privada. Um único instituto politécnico ou um laboratório científico. A ponte só não cai porque Deus é justo para com os que mais sofrem. Falta água, o saneamento é deficitário. As ruas estão calvas. Os buracos são uma verdadeira ratoeira humana. A usura consumiu parte dos edifícios. A ilha vai flutuando sobre um passado histórico glorioso e o presente sofrido. As obras são feitas em ‘banho-maria’, deixando nítido o amadorismo de quem tem por direito velar pelo património de todos nós.



Não se trata de nenhuma ‘cruzada’ contra o executivo de Felismino Tocoli



mas há questões, no entender do autor destas linhas, que devem merecer a atenção do governo provincial, por exemplo: como é que se explica que em pleno século XXI (o século da Globalização e das Novas Tecnologias de Informação e



Comunicação) a Ilha de Moçambique não tem um portal próprio acessível ao país e ao mundo? Porque será que nas estampas do correio não aparece nenhuma imagem do potencial turístico e cultural da ilha?



Poderá também explicar porquê é que a Ilha de Moçambique não está na rota do progresso turístico-cultural? Com excepção da página ‘Moçambique para Todos’ de Fernando Gil, o nome da Ilha de Moçambique caiu em letras mortas nas instituições do Estado que tratam de coisas de tecnologias de informação e comunicação.



O que é preciso é colocar gente séria e conhecedora de coisas de património à frente dos destinos da ilha. Nampula não se deve queixar da falta de sorte. A mãe natureza foi pródiga para com esta província. Países há em que os governos vivem de receitas do património cultural e artístico. Nampula não pode continuar a estar refém das suas potencialidades porque o comboio do progresso, dizia António Guterres, não pára.



Este texto não pode terminar sem deixar uma palavra de gratidão à gente da Ilha de Moçambique. Já dizia o historiador português José Hermano Saraiva que a grandeza de uma terra não reside apenas naquilo que se produz, mas também na generosidade do seu povo. De facto, a grandeza da Ilha de Moçambique não reside tão-somente naquilo que ela produz, mas também na infinita e salutar bondade do seu povo. Quero também deixar expressa uma palavra de homenagem ao Centro Multimédia Comunitária (CMC) da Ilha de Moçambique, na pessoa do seu coordenador Amade Ismael (um dos raros homens que nunca fechou os olhos aos males da ilha, como por exemplo o problema do fecalismo a céu aberto).



‘Kochicuro’(Obrigado).



gentoroquechaleca@hotmail.com



WAMPHULAFAX – 28.09.2010



NOTA:



Há mais de 15 anos que através do MACUA DE MOÇAMBIQUE e do MOÇAMBIQUE PARA TODOS, via internet, levo a nossa querida ilha e as suas gentes ao mundo. Grato pela lembrança e referência.



Fernando Gil



MACUA DE MOÇAMBIQUE



29 setembro 2010

Economia de Desenvolvimento

Os eleitos não pensam nas pessoas, mas apenas em números estatísticos, e não se preocupam em reduzir o fosso entre os mais ricos e os mais pobres. Os conselheiros dos governantes padecem se igual patologia. Para mal da humanidade, isso passa-se a nível ONU, FMI, OCDE, UE, etc. O Conselho de Segurança da ONU é constituído por países ricos ou que se comportam como tal, o mesmo acontecendo com os grupos dos 20 e dos 8. No Mundo não há representação dos 20 ou dos 8 países mais pobres, menos desenvolvidos. E, assim, a solução é sempre: os pobres que paguem a crise para que os ricos continuem a ser mais ricos.



Que esperar? Talvez um dia, todos esses desprotegidos e espoliados assumam o seu poder democrático, através do voto ou por outra forma, como recentemente aconteceu em Moçambique e façam valer a força do número de cabeças. Em Moçambique viram satisfeito o motivo da manifestação. Em Portugal a PSP, com uma simples ameaça de greve em data crítica, viram os seus problemas atendidos. Leia Mais, imagem la do miradouro.

Nota: POVO MOCAMBICANO EXEMPLO DE MATURIDADE EM ASSUINTOS POLITICOS HUMANITARIOS.










Falando verdade, Por que nao foi `a C. da Nacoes Unidas?


Nota refelexiva: Terminaram as medidas de Contencao?

22 setembro 2010

O AUTARCA

Leia o primeiro jornal electronico da cidade da Beira, aqui. Obrigado pela correspondencia V. Dias

20 setembro 2010

Livre expressao na ANC


Milhares de membros do ANC, partido sul africano no poder, iniciam esta segunda uma conferência política marcada por várias tensões que envolvem o Executivo

O Presidente Zuma deverá enfrentar críticas da Liga da Juventude do partido e de parceiros tradicionais do ANC, como os sindicatos.   aqui

Ja nao ha pobreza em africa?

A Campanha do Milénio da ONU diz que todos os países africanos alcançaram progressos na redução da pobreza extrema, ao longo dos últimos dez anos.

Nota: Precisariamos de mais dados para acreditar nisso, mas por que a ONU estaria preocupado em tirar a responsabilidade do nossp empobrecimento para o ocidente?

Mcel e Vodacom poderao chupar pela cumplicidade!

A Associação de Defesa do Consumidor de Moçambique (DECOM) poderá processar judicialmente as companhias mCel e Vodacom, da telefonia móvel celular, por terem procedido à suspensão, durante alguns dias, dos serviços de mensagem (sms), dias depois das manifestações de 1 e 2 de Setembro que se registaram nas cidades de Maputo e Matola.

Opiniao

Por Machado da Graça

Nesta altura em que se começa a falar do necessário emagrecimento do Estado para evitar um despesismo desnecessário lembrei-me de um artigo, que li recentemente, sobre o sistema moçambicano de assistência social.

Descobri nesse artigo que existe uma floresta de organizações estatais destinadas a proporcionar apoio social aos moçambicanos.

Vejamos:

. MMAS – Ministério da Mulher e Acção Social

- Direcção Nacional de Acção Social

- Direcção Nacional da Mulher

- Instituto Nacional de Acção Social (INAS)

- Programa de Subvenção Alimentar (PSA)

- Programas de Assistência Social

- Programa de Apoio Social Directo (PASD)

- Programa Benefício Social pelo Trabalho (BST)

. MT – Ministério do Trabalho

- Instituto Nacional de Segurança Social (INSS)

. Plano Nacional de Acção para Órfãos e Crianças Vulneráveis

. INGC – Instituto Nacional de Gestão de Calamidades

. SETSAN – Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional

- Grupo de Avaliação de Vulnerabilidade (GAV)

- Grupo de Aviso Prévio

- Grupo de Trabalho para o HIV/SIDA (SANHA)

. CNAM – Conselho Nacional para o Avanço da Mulher

E, muito provavelmente, não consegui fazer a lista completa.

Ora toda esta quantidade de direcções, programas, grupos de trabalho, conselhos e institutos parece ser uma gigantesca máquina burocrática que, mais do que fazer chegar a assistência social a quem dela necessita, acaba por consumir, no seu funcionamento, uma grande parte dos recursos disponíveis. O que sobra para os necessitados é nada ou quase nada. E isto sem tomarmos em conta os desvios e roubos a que esses recursos estão sujeitos, em alguns casos ao mais alto nível de tutela.

É verdade que esta imponente máquina burocrática acaba por ter o aspecto positivo de dar postos de trabalho a um sem número de funcionários, trazendo assim alguns benefícios à sociedade, mas não é essa a intenção de quem aloca os fundos. E essa intenção acaba por ser frustrada, pois, apesar de ter tanta gente a trabalhar para ela, a segurança social não funciona, ou funciona mal. Num trabalho recentemente publicado pelo IESE, o economista António Francisco refere-se a: imensos recursos financeiros que alimentam pesados e dispendiosos mecanismos burocráticos, com eficiência e eficácia duvidosas, do ponto de vista da sua contribuição para melhoria de vida das populações.

• mesmo autor afirma ainda que: Na prática, porém, as evidências disponíveis demonstram que os benefícios são ainda muito limitados e os beneficiários resumem-se a uma minoria da população moçambicana.

Em casos semelhantes a estes costuma-se falar da montanha que pariu um rato. E aqui temos uma montanha burocrática a parir, em muitos casos, pensões de 100 meticais por mês.

Sim, amigo leitor, estou a falar de 100 (cem) meticais para um período de 30 dias. Para beneficiários que, normalmente, têm família a seu cargo. Faça as contas e veja o que isso significa.

Mas temos dinheiro para esbanjar em coisas de que não necessitávamos para nada.

O novo Estádio Nacional é bonito? Pelo menos de fora, é. Mas precisávamos de gastar aquele dinheirão nesta fase da vida do país? Uma boa reabilitação do Estádio da Machava, muitíssimo mais barata do que a despesa agora feita, não seria mais do que suficiente para as actuais necessidades? E quanto vai custar a manutenção dessa nova infra-estrutura?

Quantas pensões decentes se não pagariam com os rios de dinheiro empatadas naquele elefante branco?

Somos pobres? Somos sim. Mas, pior do que isso, esbanjamos o pouco que temos em burocracia, obras faustosas e viagens inúteis.

O pouco que temos, melhor gerido, dava para curar muitas das nossas feridas sociais.

SAVANA – 17.09.2010

17 setembro 2010

Ao meu amigo Stuwart Sukuma

Caro amigo,

A aparencia conque se apresenta na Tv. recorde Mocambique da entender que esta bem de saude pelo que escuso-me de questionar essa parte ou entao deixo para algum laboratorio clinico se isso nos preocupa.

Sei que ficara preocupado com a minha parte exactamente pela minha incondicao de exposicao, mas fique discansado a forca de sei la quem ainda me poe em pe com aminha familia.

Esta carta nao vem aproposito da Tv onde substituiu o rei dos bifis nem da sua carreira (musico) como era de se esperar mas sim, de uma questao que num desses teus engracados (des)programas levantava e tentei enviar sms infelizmente tambem encravarao!...

A questao era:  POR QUE A UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE NAO ACEITA DEIXAR O TINBILEIRO ENSINAR OS ESTUDANTES NA QUELE ESTABELECIMENTO?

 Ele foi respondendo dizendo que eles acham que ele nao tem nivel academico aceitavel para o efeito mas ele ensina algumas pessoas na comunidade... etc... Mas esta nao 'e a questao. porem antes de mais deixa me perguntar tambem meu amigo:

Por que o amigo Sukuma acha que a deve deixar de servir acomunidade dele ir para a UEM?

Amigo, sei que ninguem sabe mais que ninguem se nao saberes diferentes, 'e tambem verdade que o asunto de educacao , estrucao, ensino aprendizagem toca a n'os todos.

No entanto, a ligacao entre as diferentes vertentes onde ocorre a educacao nao pode ou nao deve de forma alguma ser feita de forma totalmente tao aliatoria quanto a que tentou sugerir neste dia.

Veja que a esta ocorre em duas esferas: Informal e Formal, Enteda-se Formal aquela que ocorre dentro das instituicoes de ensino regidas pela lei 6/92 do SNE e a informal a quela aprovada pela pol'ica nacional de educacao.

Sei que posso ter complicado ainda mais o nosso entendimento aqui: ora, a informal ocorre dentro da comunidade, em casa, na igreja, na CFI, no INEFP etc portanto aqui o Machope, timbileiro pode trabalhar, ensinar os outros.

Mas no formal (escolas publicas e privadas) o assunto 'e outros amigo, deve se obedecer obrigatoriamente padroes metodologicas internacionalmente aceites, infelizmente no mundo inteiro ainda 'e assim e Mocambique 'e uma pequena aldeia deste.

Portanto, 'E isso meu amigo espero ter ido ao encotro da sua preocupacao, (in)felizmente 'e uma preocupacao legitima nao s'o do meu amigo, se for a ver at'e o bi-linguismo 'e uma medida tendente a valorizar esta ducacao de casa, da igreja, da comunidade 'e por isso que ao nivel do ensino primario esta conteplado estas mat'erias no curriculo local nao necessariamene como gostaria que fosse (o estrumentista ser docente universitario! coisa muito complexa esta stuwart).

sorry nao tenho sinais.
Pensa comigo



Conservemos bons ensinamentos

Ha 2064 anos

09 setembro 2010

Em Outros Estados...



Nota Reflexiva: Há quem propõe a investigação e responsabilização do senhor ministro do interior, considerando que, o seu discurso quando se dirigia ao povo mostrava claramente que a orientação foi de atirar para matar, se bem que para ele eram ¨bandidos, vándalos, marginais que manifestavam em cumprimento e uma agenda inconfessável...¨ Então, o governo estará feito com estes para responder posetivamente a eles?!! 

08 setembro 2010

Depois das Manifestações Populares

Comunicado do Conselho de Ministros do dia 7 de Setembro de 2010


REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

___________

SECRETARIADO DO CONSELHO DE MINISTROS

Aos Órgãos de Informação



No prosseguimento do trabalho que o Governo vem realizando, o Conselho de Ministros realizou, no dia 07 de Setembro de 2010, a sua 2.ª Sessão Extraordinária.

O Objectivo central do Governo é o combate a pobreza para melhorar as condições de vida do povo moçambicano em ambiente de paz, harmonia e tranquilidade.

Neste âmbito, no prosseguimento da sua agenda, o Governo continuará a promover o crescimento sócio-económico rápido, sustentável e abrangente, com incidência de acções na área de desenvolvimento rural, no combate a pobreza urbana, na provisão de serviços sociais básicos e infraestruturas, criação de oportunidades de emprego, bem como na criação de um ambiente favorável ao investimento privado e desenvolvimento do empresariado nacional.

Face à conjuntura internacional desfavorável, originada pelas crises de alimentos, de combustíveis e económico-financeira globais, que agravam as condições de pobreza no País, de cujo impactos se fazem sentir no tecido social e económico, em particular, nas famílias mais vulneráveis, o Governo tomou as seguintes medidas:



MEDIDAS DE IMPACTO IMEDIATO NOS PREÇOS



1. As medidas de impacto imediato incluem:

a) Retirar o aumento anunciado na tarifa de energia para os consumidores de escalão social dos consumos mensais até 100 kwh.

b) Reduzir o aumento anunciado da tarifa de energia dos consumidores do escalão doméstico cujo consumo mensal se situa entre 100 e 300 Kwh, de 13.4% para 7%.

c) Eliminar a dupla cobrança da taxa de lixo nas facturas de energia para os consumidores do sistema pré-pago (Credelec).

d) Continuar com a facilitação das novas ligações de energia para as famílias nas zonas periféricas das cidades, pagando a taxa promocional de 875 Mt e em prestações, sempre que for necessário.

e) Reduzir o valor da taxa de ligação domiciliária de água dos actuais 4 mil MT para 2 mil MT, com possibilidade de pagamento em prestações.

f) Manter inalterada a tarifa de água de 150 MT/ Mês para os consumidores até 5 metros cúbicos, equivalentes a 5 mil litros.

g) Manter o preço anterior do pão através da introdução de subsídio.

h) Manter as medidas fiscais em curso para a batata, tomate, cebola e ovos, nomeadamente, o estabelecimento de preços de referência abaixo dos reais para cobrança de direitos aduaneiros e IVA.

i) Baixar o preço do arroz (3ª. Qualidade) em 7.5%, diferindo os direitos aduaneiros sobre este produto.

j) Suspender temporáriamente a sobretaxa de importação do açúcar.

k) Congelar o aumento dos salários e subsídios dos dirigentes superiores do Estado até que o Governo conclua a avaliação em curso.

l) Congelar o aumento dos salários e subsídios dos membros dos Conselhos de Administração das Empresas Públicas e das empresas maioritariamente participadas pelo Estado, devendo os salários serem pagos em moeda nacional, até que o Governo conclua a avaliação em curso.

m) Negociar margens de comercialização para os produtos abrangidos por estas medidas

n) Promover o consumo do pão que adicione a farinha de mandioca com vista a baixar os custos de produção e o preço ao consumidor final .

2. As medidas de congelamento dos aumentos salariais indicadas tem em vista obter poupanças para posterior reorientação para o subsídios necessários. Outrossim, as medidas de carácter fiscal deverão ser assumidas como transitórias (até Dezembro de 2010), tendo em conta a sua insustentabilidade no médio e longo prazo, condicionada pela evolução da conjuntura internacional.

MEDIDAS DE ÂMBITO MACROECONÓMICO



Para garantir a sustentabilidade das medidas tomadas, o Governo decidiu, igualmente, acelerar a implementação das acções na esfera macroeconómica, nomeadamente:

a) Conter as despesas públicas tendo em vista a realização de poupança para posterior reorientação para o subsídio do custo dos produtos essenciais, através da racionalização da despesa corrente, em particular nas rubricas de:

· Passagens aérea (redução de viagens dentro e fora do pais e redefinição do direito do uso da classe executiva), ajudas de custo, combustíveis, lubrificantes e comunicações;



· A não libertação do cativo obrigatório da rubrica dos bens e serviços.



b) Não aprovação de reforços orçamentais, sem contrapartida.



c) Não criação de novas instituições que acarretem custos adicionais para o Orçamento do Estado.



d) Reforço de medidas tendentes a estabilização do Metical.

e) Disciplinar a actividade bancária intensificando as inspecções junto às instituições financeiras.

f) Reforçar o mecanismo de monitoria de entrada e saídas de divisas no País.

g) Reforçar a obrigatoriedade de fixação, facturação e pagamento das despesas em moeda nacional, o que também, concorre para a preservação e valorização do Metical.

h) Reforçar as acções inspectivas de colocação de preços dos produtos nos estabelecimentos comerciais.

i) Prosseguir com a implementação de medidas de apoio aos consumidores de energia de baixa renda, aplicando uma tarifa que represente cerca de metade da tarifa doméstica normal

j) Prosseguir com a intensificação do uso do quadrolec, facilitando a ligação de energia para beneficiar as famílias de baixa de renda, vivendo em casas não convencionais.

k) Privilegiar os consumidores de baixa de renda nas revisões da tarifa de água.

l) Manter e assegurar os subsídios aos transportes urbanos de passageiros.

m) Analisar a estrutura dos produtos importados para atender os rendimentos de diferentes camadas sociais.



Maputo, 07 de Setembro de 2010

06 setembro 2010

SÓ NÃO HÁ MANIFESTAÇÕES NAS DITADURAS


Passados quase trinta e seis anos da assinatura do misterioso “Acordo de Lusaka”, os direitos consagrados do povo moçambicano continuam a ser, infelizmente, hipotecados em prol de interesses obscuros de uma minoria elitista e empresarial dos auto-proclamados “libertadores da pátria”. E, para mais, tal como cantou o falecido músico beirense ‘Taz’ “à caça mandam o cão, mas é o gato quem come a carne. E como agradecimento recebe um pontapé no traseiro!”

A escassos dias do país celebrar o 36° aniversário do misterioso “Acordo de Lusaka” (que se assinala amanhã) que pôs fim à guerra travada pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) contra a dominação colonial portuguesa, acarrentando consigo o sonho de um Moçambique verdadeiramente democrático, eis que as populações das cidades de Maputo, Matola e Chimoio, respectivamente, sairam à rua para denunciar a “febre hemorrágica” da carestia de vida no país.
Com palavras de conforto e de solidariedade, cada um do jeito que pôde, o país inteiro e além fronteiras, aderiu à greve que teve início no dia 1° de Setembro na capital do país e na cidade satélite da Matola, lançando consigo um forte apelo ao Governo da Frelimo no sentido deste, piamente, desse provimento a diversos dísticos reivindicativos.
Não era muito o que se exigia - o que se exige - nada que um bom Governo democraticamente eleito não possa dar ao seu povo. O povo exige três coisas tão fáceis de memorizar, nomeadamente: (1) não a subida do preço do pão, (2) não a subida do preço dos transportes semi-colectivo de passageiros (vulgo ‘chapa 100’), e finalmente, (3) não a subida do preço da água e da energia.
A estes pedidos, o Governo da Frelimo respondeu aos manifestantes, sobretudo aqueles que se fizeram à rua, com balas verdadeiras, atingindo mortalmente ao que tudo indica 10 pobres almas, e mais de meio milhão de feridos (rápidas melhoras). Entre as vítimas mortais consta um número não especificado de “flores que nunca murcham” (crianças)!
Não está ainda provado, mas também não é preciso entender de balistica para concluir que o vilão chamado José Pacheco, ministro do interior ordenou que as forças policiais e de seguranças públicas por ele tuteladas atirassem à matar contra os manifestantes a quem, aliás, apodou de “bandidos, aventureiros e vandalos”. É preciso ser estéril e grosseiro da mais baixa categoria para apodar crianças de “bandidos, aventureiros e vandalos”. Espera-se que, no mínimo, a Assembleia da República mais concretamente a Comissão dos Direitos Humanos e de Legalidade mande chamar em juízo o ministro Pacheco para se explicar, uma vez que os nossos tribunais abdicaram desta responsabilidade. E porquê não forçar a demissão do ministro Pacheco junto do Presdiente da República? Espera-se também que esta mesma Comissão coloque em liberdade incondicional a todos os detidos em conexão com este caso (manifestações).
A expectativa em torno da reunião do Conselho de Ministros, logo após a aparente “erupção do vulcão das manifestações”, em Maputo e Matola, resultou num autêntico fracasso. Envergonhados e sem nenhum plano imediato para conter a “hemorragia popular” mandaram o vice-ministro da Justiça dizer que “o povo tem que trabalhar mais”. Não se preocupe senhor vice-ministro, porque o povo que lhe colocou no pódio viu o seu semblante e depressa compreendeu que o senhor estava entre “a espada e a parede”. Ingrata missão a sua de ser porta-voz da desgraça!
Pede-se agora austeridade ao povo! Seria interessante questionar ao senhor vice-ministro da Justiça se a ementa diária do pessoal do Governo será a mesma aquela que o Conselho de Ministros extraordinário propos ao povo? E se os ministros e vice-ministros também estariam em condições de comer ‘mandioca’, ‘batata-doce’, ‘matorotoro’, ‘tapioca’ e/ou tubérculos no lugar das deliciosas guloseimas importadas do estrangeiro? Era importante que ao se propor algo para o povo “consumir” o Governo fosse exemplar na ideia! Os monges agem assim, porque para eles, registe-se, o exemplo vem de cima.
A desorganização deste Governo leva a acreditar que é o próprio Governo quem anda em manifestações. O discurso do Presidente da República, Armando Guebuza foi tão evasivo quanto extenuado. E não se lhe pode levar a mal. Para quem tem um contacto intermitente com a realidade, só pode ver verde em pastos secos. Das alturas do céu onde lhe levam os 5 (cinco) helicópteros presidenciais (alugados), com certeza, boa visão da pobreza genuina do maravilhoso povo moçambicano não pode ter. E quando desce cá para baixo, no Moçambique real, é recebido pelos mesmos camaradas de sempre que lhe dizem, enganosamente, que a revolução verde está em curso. Tal só pode estar a acontecer em marcha-trás. Sinceramente não seria de estranhar se ouvisse um novo discurso do Governo pedindo que as populações usassem como umas medidas de austeridade na área de energia, ervas secas para iluminar as suas palhotas como acontecia (acontece) antigamente!
Passados quase trinta e seis anos da assinatura do misterioso “Acordo de Lusaka”, os direitos consagrados do povo moçambicano continuam a ser, infelizmente, hipotecados em prol de interesses obscuros de uma minoria elitista e empresarial dos auto-proclamados “libertadores da pátria”.
É caso para dizer que a luta pela independência nacional livrou-nos de um dorido cancro mas, ao mesmo tempo, deu-nos um tumor maligno, que por NADA autoriza o povo à grave, um direito que aliás jaz em letras douradas na Constituição da República.
Lá vem outra vez ‘Taz’ dizer que “o problema é do ‘cabrito grande’ que come sozinho, onde está amarrado. Os ‘cabritos grandes’ apoderaram-se de todo o pasto e não deixam também que os ‘cabritos pequenos’ saboreiem o capim terno, que na verdade pertence a todos nós.” E avisa: “não há nada nesta vida que não tenha um fim.”

Gento Roque Chaleca Jr.
(gentoroquechaleca@hotmail.com)

03 setembro 2010

O País está a arder sob o olhar arogânte das autoridades!

O diário de um sociólogo citando O  jornalista Francisco Carmona do semanário "Savana",que está em Chimoio: diz que "A situação está a agravar-se, polícia de trânsito foi equipada para reforçar Força de Intervenção Rápida e polícias normais. Pneus a arder na periferia da cidade. Cenário mau". "A tensão social já chegou a Chimoio e Cidade de Manica começou mesmo há poucos instantes. Todos serviços já fecharam e há muitos tiros na cidade."
Nota Reflexiva: ¨O governo diz que não há diálogo por que não há rosto ou interlocutores¨! a questão é: Com quem dialogaram quando queriam voto? o voto veio da Fábrica? 

Manifestações Populares poderão trazer muitos prejuizos ao Estado


AS manifestações que quarta-feira paralisaram quase que por completo as cidades de Maputo e Matola, continuando ontem, mas com menor intensidade, em alguns pontos localizados da periferia da capital do país e em alguns bairros do Município da Matola, saldaram-se em prejuízos que ascendem os 122 milhões de meticais, de acordo com estimativas do Governo, que contabiliza ainda, fora outros danos anunciados, a perda de 3910 postos de trabalho.
aqui imagem aqui

Nota Reflexiva: aquestão é o que o governo toma como medida para acalmar os populares? ou será este balanço por sí suficiente para acalmar os populares!

Lembram-se o que levou o pais a ficar 16 anos em chamas? é o comportamento deste tipo não previlegiar o diálogo, não sei o que se perde ialogando?

31 agosto 2010

DJ Rajoalina manda condenar Ravalomanana.


Marc Ravalomanana foi condenado à revelia pelos assassinatos de pelo 30 pessoas executadas pela sua guarda presidencial, em Fevereiro de 2009

Por quê tanto medo da perfeição Democrática?

-“Quem não quiser entrar que não entre. Mas o Museu é nosso e continuará a ser nosso para sempre. A pretensão é que tudo o que sempre foi nosso volte a ser nosso”, Filipe Paúnde - Museu de Chai também é propriedade da Frelimo¨(F. Paunde) aqui.

Sabemos que ném os EUA ném a europa ainda luta pela perfeição a este nível. No entanto, não faz sentido que os Moçambicanos passem os erros que eles passaram para chegarem onde estam! Obviamente porque eles são as cobaias, isto é, Moçambique tem sorte porque os erros destes já não podem para ele.
Portanto, ajustificação e que estamos num bom caminho e que os trapelos que temos vindo a cometer são justos considerando a idade dele e dá-se exemplo da europa! como se fosse aúnica via?!

A minha mãe não sabe ler ném escrever, diz que ¨Frelimo e Moçambique são mesma pessoa¨.

Quantos será que pensam assim no nosso país? até dentro da Frelimo!... mesmo pessoas formadas como antónio Chipanga?

Pensa comigo

26 agosto 2010

Mais uma morte na PRM

Segundo a Rádio Moçambique, antena nacional, jornal das 11horas de hoje, morreu o General da PRM, Nataniel Macamo, vítima de ataque cardíaco. a morte ocorreu ontem 50 minutos depois Nampula onde se encontrava em missão de serviço.

Pelo sucedido os nossos pésames e sentidas condolências á família Macamo e a PRM, paz á alma do general.

18 agosto 2010

Há ilegalidade no productor dos documenos biométricos.

"(...) Semlex fez um negócio avaliado em 207 milhões de dólares anuais, sem que tivesse ainda o registo provisório, nem escritura pública, muito menos o registo comercial. Preconiza ainda, o directório do Governo, que ‘o incumprimento da obrigação de matricular leva ao pagamento de multa, sem prejuízo da ocorrência de procedimento criminal. A multa será de montante variável, tendo em conta o capital da sociedade." aqui

Nota: Alice Mabote tem razão, "Este governo é o mais currúpto de todos os tempos"

Basta a vontade dos Governantes



Nota: Gostariamos de ouvir as últimas da Justiça ambiental, já não confio estes senhores, há vezes que dizem " é nosso" quando referem a cerca de 48 indivíduos num horizonte de 20 milhões de moçambicanos!

17 agosto 2010

E depois?


A empresa americana Anadarko Petroleum Corporation descobriu a presença de petróleo na bacia do Rovuma. Trata-se da concretização do optmismo manifestado por peritos daquela empresa em Maio do ano passado, quanto à existência ou não deste recurso em Moçambique.

O petróleo foi encontrado a mais de cinco mil quilómetros de profundidade, porém falta apurar-se a sua viabilidade comercial. Imagem e desenvolvimeto aqui

Nota: Não nos interessa a existência de recursos seja de que género se os mesmos só beneficiam um punhado de gente e para aumentar os nossos desintendimentos.

Sugestão de Leitura

Pesquisa recente sobre História do poder local no posto administrativo de Machekahomo distrito de Mandlakazi.
Por: Samuel Alfredo Chacate
Leia mais

13 agosto 2010

Hermínio em Liberdade


O julgamento sumário de Hermínio dos Santos, presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique, foi ontem adiado para a próxima quarta-feira em consequência de o processo só ter chegado ao Tribunal Judicial do Distrito Municipal Número 7, no Bairro da Machava, município da Matola, pouco depois das 10.00 horas, altura em que já tinha sido feito o programa das audições do dia.

Informações avançadas pelo seu advogado, Salvador Camate, da Liga dos Direitos Humanos (LDH), Hermínio dos Santos foi restituído à liberdade sob termo de identidade e residência, após o tribunal ter considerado não haver matéria suficiente para a continuidade da sua prisão preventiva. na íntegra aqui

Nota Reflexiva: É para intimidar ou fazer tempo?