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26 novembro 2010

O Ensino Superior e cooperação internacional (2)


OS processos globalizantes não são um fenómeno que se manifesta apenas na actividade da história da Humanidade. Partindo do princípio que a diversidade dos grupos sociais que se foram constituindo em Estados, quer de uma forma pacífica quer através de um processo bélico, estabelecem fronteiras, pode-se afirmar também que o equilíbrio dessas mesmas fronteiras se concretiza através de uma correlação de forças.
 
Essa correlação de forças pode resultar da aceitação tácita de que uns são mais fortes do que outros e que através de um sistema intrincado de diplomacia se estabelece o respeito e a estabilidade de cada espaço ou então através de um terror multifacetado, a partir da dominação militar. Assim, aqueles estados mais poderosos têm consequentemente a necessidade de possuir também formas mais avançadas de domínio do saber e muitas vezes procuram impor os seus modelos de organização dos centros de conhecimento aos estados mais fracos e esta imposição pode não ser feita pela força, bastando muitas vezes criar nos outros a percepção de que não há alternativa aos seus modelos.
Os estudos superiores, tal como os caracterizamos nas páginas anteriores, são um processo imanente de cada grupo social e os mesmos respondem ao grau de desenvolvimento em que cada grupo se encontra, preenchendo os requisitos que o comunicado da UNESCO citado actualiza.
Contudo, quando em situação horizontal de relações desiguais se provoca também a percepção da desigualdade de níveis no estágio em que se encontram os estudos superiores dos estados mais fracos face ao estágio desses mesmos estudos nos estados mais fortes, a questão da função social das instituições do Ensino Superior tem os seus factores de discussão pervertidos.
O debate está na ordem do dia: primeiro, os estudos superiores devem ser para as massas ou para a elite? Todos nós sabemos de uma forma empírica, à vista desarmada, que até este momento, os estados não conseguiram que todos os seus cidadãos atingissem ou atinjam os níveis superiores da educação, mas este facto, por si, não determina a elitização do sistema.
Em Moçambique, por exemplo, é dado adquirido que o acesso ao Ensino Superior é direito de todos os cidadãos, no entanto, este desiderato virtual não faz com que todos os cidadãos acedam a esse nível de ensino. Em Moçambique, o número de estudantes do ensino superior representa 0,9 porcento dos estudantes de todo o sistema de educação. As razões não se prendem apenas com a questão de políticas públicas, mas também pelo facto da fragilidade económica e financeira que não permite que o desejo de massificar o ensino superior se concretize, apesar de todos nós termos a consciência de que a opção do Estado Moçambicano é o Ensino Superior para as massas. Ter 80000 estudantes no nível superior, num universo de 20 milhões de cidadãos, pode demonstrar quão distante está o desejo e a concretização do desejo.
Porém, este facto não impede que no seio da sociedade moçambicana surjam opiniões de que se o Estado Moçambicano optar pela massificação do Ensino Superior estará a enterrar a cabeça na areia, tal como as avestruzes fazem perante um perigo eminente, porque efectivamente, ao longo da história da humanidade, sempre se comprovou que a educação superior se concretiza através de um processo de crivo, em que a elitização dos que acedem a esses níveis se torna natural. Desta forma, a função social da Educação Superior, com vista a produzir o conhecimento e formar o cidadão, é simultaneamente uma função que visa o desenvolvimento através da produção do conhecimento, mas visa também a formação do cidadão que melhor sirva aos interesses do seu Estado.
Se considerarmos a consciência que as instituições do Educação Superior têm do seu peso específico no contexto das várias organizações e instituições em cada estado, é natural que a questão da autonomia académica e científica seja uma bandeira para este espaço da educação.
Desde a antiguidade que a relação entre a organização do estado e as instituições do estado e as elites do saber sempre mantiveram uma relação de mútua emulação que vai de interesse e atracção para uma forte rejeição, quando as diversas especialidades de estudos superiores começaram a sentir-se acossadas pelo poder, no sentido de lhes controlar o produto, que era o conhecimento, e controlar o pensamento dos seus membros, bem como dos seus formandos. Foi assim que as mesmas decidiram pouco a pouco a juntar-se e formar corporações a que denominam de UNIVERSIDADE, Universitas Magistrorum et Almnrum, ou seja, “O Universo dos Mestres e dos Discípulos”.
As universidades surgem como uma associação livre a partir das diversas áreas do saber do estudo superior, em que mestres e discípulos, da investigação e pesquisa, professores e alunos da formação, se juntaram para perseguirem objectivos comuns. E o lema era “Servir o Estado e a sociedade sim, mas com liberdade”.
Da mesma forma que o comunicado de 2009, a UNESCO dá um enfoque específico à criação do sentimento da cidadania através de uma crítica construtiva, como sendo o elemento fundamental do Ensino Superior. O princípio de autonomia e liberdade universitária é um património inviolável de dimensão mundial.
Na história do ocidente, sobretudo na cultura judaico cristã, nós verificamos o esforço que as outras corporações e o poder do estado fizeram para controlar as universidades. Hoje, a História fala-nos de que as universidades tiveram a sua origem junto das organizações religiosas, nomeadamente da Igreja, e nós assimilamos esta informação como sendo genuína. Contudo, um olhar mais atento há-de despertar-nos para o facto de haver uma profunda contradição entre a essência das universidades, face aos objectivos que perseguem relativamente à autonomia e liberdade, comparativamente à essência dogmática das religiões, bem como temos verificado na História, diversas tentativas de transformar as universidades em centros de produção de comissários políticos ou também e centro de promoção profissional.
As universidades guardaram dentro de si a memória da sua origem, isto é, corporações livres, autónomas em relação a qualquer poder, mas ao mesmo tempo leais à sua própria sociedade. Em última análise, um aliado fundamental dos diversos poderes para o desenvolvimento dessa sociedade que a todos diz respeito. O anichamento das universidades nas organizações religiosas resulta de um processo histórico que nos permite observar de que forma é que este nível de estudos foi sendo aproveitado e dominado pelos diversos poderes na História da Humanidade.
Nos últimos séculos, se considerarmos essencialmente os últimos 4 séculos: o Mercantilismo, o Século das Luzes, a Revolução Burguesa, a Revolução Industrial, a Revolução Bolchevique, o Neoliberalismo e por aí acima, havemos de ver que cada uma destas fases históricas procura puxar para si o controlo dos estudos superiores, travestindo às universidades à sua imagem e semelhança. De certa forma, podemos considerar que há uma face chamada universidade, que cede, mas a memória histórica da origem das universidades permanece e atravessa todas as vicissitudes que vai encontrando ao longo da História. Com isto, podemos afirmar que o debate entre se a universidade é o espaço de elite ou de massas é um debate de premissas silogísticas, porque é a essência da Humanidade, quando se organiza um grupo social, que a mesma crie um sistema organizacional e os estudos superiores fazem parte desse sistema organizacional com uma função de vanguarda na busca permanente do conhecimento e na formação adequada dos cidadãos para perseguir com ética e com competência os caminhos do desenvolvimento.
No fundo, as universidades são aparentemente um espaço da elite, mas não são uma elite económica, nem elite empresarial, nem elite política, militar, mas sim uma elite estritamente intelectual e académica, que não poucas vezes tem os recursos de sobrevivência estritamente necessários para o dia-a-dia. Quer isto dizer que os académicos, que são fundo são os operadores do espaço universitário, eles próprios não constituem elite, no sentido dos vários factores acima apresentados, mas sim, uma elite especial, por desenvolver actividades também especiais, na sociedade. Ao espaço universitário devem aceder os mais capazes, porque é com eles que a sociedade pode avançar. A elitização dos cidadãos não se faz, por isso, no espaço do ensino superior, mas sim fora desse mesmo espaço, porque dentro dele, o cidadão em formação é um simples aprendiz. Ele pode ser cooptado cá fora e integrar as várias elites do poder, mas este não é um problema da universidade.
Consideramos, portanto, que o debate universidade para as massas ou para a elite pode perfeitamente ser neutralizado, se tivermos em conta que todo o cidadão aspira um dia ter acesso a esse mesmo espaço e que a não concretização dessa mesma aspiração não depende apenas dele próprio, mas sobretudo da forma como a sua sociedade está organizada.
  • Lourenço do Rosário - Docente Universitário e Reitor da Universidade A Politécnica (colaboração)
(Idem) no dia 25 de Novembro de 2010
 
 
 

O Ensino Superior e cooperação internacional (1)

Do Professor Lourenço do Rosário
Docente Universitário e Reitor da
Universidade A Politécnica

NOS tempos que correm, habituámo-nos a designar de uma forma quase que indistinta os vários segmentos e natureza das várias categorias provedoras dos estudos superiores. Assim, designamos, praticamente sem qualquer crivo, as instituições de ensino superior como sendo escolas superiores ou institutos de educação superior, para além dos seus derivados e ou associados, como centros e faculdades.
A diluição em apreço não significa necessariamente que estas designações se estão a aproximar do grau zero e que a meta é que todas elas sejam a mesma coisa, isto é, os desígnios de uma Escola Superior serão os mesmos de um Instituto e que, em última análise, tanto faz e que tudo são as mesmas formas ou categorias de Universidade. Por isso, a fórmula Instituições de Ensino Superior parece niveladora, embora a mesma esteja prenhe de equívocos semânticos na sua relação entre a natureza, as características e os objectivos de cada e de todas elas em conjunto.
O homem, desde os primórdios do tempo, procurou sempre adquirir e dominar o conhecimento que lhe permitisse melhor sobreviver, na sua relação com a natureza e na compreensão da sua própria vida, quer na vertente singular, isto é, como indivíduo, quer como ser colectivo, visto a sua natureza ser gregária.
E o método de observação, hipóteses, experimentação para posterior adopção de teorias sufragadoras da cientificidade de algumas práticas empíricas tem a idade do próprio homem. É entre a física e a metafísica que devemos colocar o pulsar permanente do homem na história do estudo de como dominar a natureza e o entendimento sobre a vida. As demais áreas do conhecimento, tais como a Biologia, a Medicina, as diversas formulações Matemáticas, bem como os estudos de natureza social e humana e, por fim, a reflexão filosófica e teológica são progressos deste primeiro passo, cujo enfoque é na Física e na Metafísica.
A descoberta do fogo, por exemplo, pode ter sido casual e o seu uso por muito tempo perfeitamente empírico, mas o seu domínio e sua utilização no avanço das diversas tecnologias decorrentes do fogo, tais como a fundição, a pirotecnia e consequentes derivados, nomeadamente ao fabrico de armas, utensílios domésticos e agrícolas, bem como o seu papel na passagem do cru para o cozido, deveu-se à utilização do sistema metodológico que ainda hoje usamos nas ciências.
Na organização social, há, naturalmente, uma rigorosa distribuição de tarefas, por isso, existe aquele grupo que se ocupa do estudo dos fenómenos, de modo a produzir conhecimento que proporciona conforto físico e espiritual à sociedade no seu todo e a cada membro. Esse grupo ocupa-se igualmente da formação dos membros como um todo e garante a reprodução de alguns que darão continuidade à sua função. Desde que a criança nasce, ela é enquadrada num sistema iniciático de aprendizagem, acedendo ao conhecimento já produzido e dominado, quer a nível social, bem como ao nível familiar, nos fora público e privado. É esse conjunto de saberes que permite balizar as fronteiras de identidade de cada grupo e de identificação social e cultural de cada indivíduo ou família com o seu próprio grupo social. Por isso, devemos também escalonar o sistema de acesso ao conhecimento, conforme a idade e o processo de aprendizagem. E aqueles que conseguem ter acesso aos escalões do aprendizado com grau de dificuldade maior, ocuparão naturalmente posições mais destacadas na hierarquia social, nas várias vertentes de ocupação que a própria sociedade proporciona. Assim, desde sempre, o escalonamento do processo de aprendizagem e de acesso ao conhecimento tem em consideração um nível superior dos estudos na escola organizada para a vida, pública e privada, como por exemplo, nas lides pela produção de alimentos, na caça, contra as intempéries da natureza, na construção dos abrigos, na defesa contra animais ferozes ou contra o inimigo humano, na busca do entendimento sobre a própria vida perante a inexorável fatalidade da morte, na definição de obrigações e interdições que regulem as relações sociais e metafísicas, na busca da cura física e espiritual das maleitas e demais capítulos do conhecimento. Esta escola da vida foi sempre estruturada para responder ao estágio das necessidades de cada grupo social e, ao mesmo tempo, serviu de alavanca para a busca de mais conhecimento que permitisse o avanço dos instrumentos teóricos e tecnológicos facilitadores de cada vez maior conforto material e espiritual ao Homem.
Por isso, o conceito de estudos superiores não pode ser padronizado e enquadrado a partir de um determinado momento histórico de qualquer civilização que seja. Quer isto dizer que todas as comunidades que povoam a terra, desde o momento em que se constituíram e começaram a organizar-se para dominar o conhecimento para o seu próprio benefício, tiveram que escalonar o acesso a este conhecimento, de modo que o seu domínio fosse adquirido em conformidade com a idade e capacidade dos seus membros. Por isso mesmo, nem todos chegavam aos patamares mais altos e, por isso mesmo também, existe o princípio de especialização como consagração da necessidade de distribuição de tarefas. Platão, na sua obra “República”, reflectindo sobre a Cidade Ideal, não faz mais do que consagrar o primado da filosofia sobre as outras formas de conhecimento na liderança das sociedades, considerando ele que filósofo é aquele que atingiu o patamar mais alto da sabedoria, e por isso mesmo ele estaria mais apto para dirigir os destinos da cidade.

Publicado no Jornal noticias do dia 24 de Novembro de 2010

24 novembro 2010

Poder local passa a administrar os sistemas nacionais de educação e saúde.

Escolas primárias e unidades sanitá rias do nível básico Governo pronuncia-se hoje sobre transferência de competências para o Município da Beira Beira (O Autarca) – O Governo da Província de Sofala apresenta
esta manhã, terça-feira, 23 de Novembro, o parecer dos Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia e Serviços da Saúde, Mulher e Acção Social da Cidade da Beira, sobre a Transferência  de Competências para o Município da Beira. A apresentação será feita pela Secretária Permanente Provincial, Elisa Somane, no decurso da décima quinta sessão ordinária do Governo da Província de Sofala, a ter lugar esta terça-feira, na Cidade da Beira sob orientação do Substituto Legal do Governador da Província, Carvalho Muária. A transferência de competências dos referidos sectores sociais para o Município foi estabelecido pelo Governo
Central e, em alguns municípios, como o de Maputo, por exemplo, já está em prática. Nomeadamente, a transferência compreende a gestão de estabelecimentos de ensino primário e unidades sanitárias do nível básico. Trata-se de um processo grãdual cuja implementação vai de acordo com as capacidades institucionais demonstradas por cada município. O Município da Beira, entretanto, tem reivindicado essa competência desde do mandato anterior, justificando possuir condições para suportar melhor essa responsabilidade. Aliás, algumas escolas da Cidade da Beira têm beneficiado de carteiras e outros apetrechos disponibilizados pela edilidade.aqui

Nota reflexiva: O que acha desta descentralização? Que impacto poderá ter do ponto de vista de equidade, justiça, transformação cognitiva e social?

23 novembro 2010

OMS elogia afirmações do Papa sobre o uso do preservativo


A directora Geral da OMS Margaret Chan, teceu elogios ontem pelo facto de o Papa Bento XVI, o alto dirigente da Igreja católica mantêm a ideia da necessidade de “humanização da sexualidade”, o Vaticano ressaltou  o carácter excepcional do uso da camisinha, frisando, no entanto que este não é de forma nenhuma uma solução ao problema do HIV/SIDA. Leia aqui 





Centro de Mediação e Arbitragem Laboral recebe sede própria na Beira


Beira (O Autarca) – A Ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, procede esta manha, na Beira, a inauguração das instalações onde passará a funcionar o Centro de Mediação e Arbitragem Laboral ao nível da Província de Sofala. Com efeito, a Ministra Taipo chegou ontem a tarde a Cidade da Beira, onde igualmente deverá orientar Ministra uma palestra sobre Diálogo e Cultura de Trabalho. O Governo criou em todas Províncias Centros de Mediação e Arbitragem Laboral, por forma a dirimir os conflitos laborais envolvendo as classes trabalhadoras e as entidades patronais, evitando que esta natureza de conflitos demande nos fóruns judi-ciais como vinda acontecendo. Autarca

Nota: Possivel desvio de fundos faz parte do percurso... Ela mostra trabalho. 

22 novembro 2010

Presidente da AR quer parecer sobre “by-pass”


A PRESIDENTE da Assembleia da República, Verónica Macamo, instruiu na quinta-feira a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade para emitir, ainda esta semana, o seu parecer em torno da proposta de resolução sobre o caso da emissão de gases e fumos pela Mozal, vulgo “by-pass”. aqui


Nota reflexiva: Mas para que efeito esse parecer se o pô de ferro já está sendo emitido para o ar?

18 novembro 2010

Contas de Moçambique nos EUA estão activas – assegura alto funcionário do MNE moçambicano

 18/11/2010

As contas bancárias da Embaixada de Moçambique em Washington e da sua representação, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, não registaram até ontem nenhum congelamento ou restrição, segundo revelou um alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, citado pelo matutino Notícias.

Há poucas informações sobre as causas, especulando-se que o assunto esteja supostamente relacionado com o branqueamento de capitais.

Entretanto, horas antes desta posição do MNE moçambicano, a Embaixada de Moçambique em Washington, foi citada pela Voz da América (VOA) a dizer que receiava que as suas contas bancárias sejam congeladas, à semelhança do que aconteceu às da missão diplomática angolana na capital americana.

A notícia da VOA acrescentava que o conselheiro comercial da embaixada moçambicana na capital americana, Luís Sitói, admitiu ter visto uma lista não oficial em que a embaixada de Moçambique é mencionada.RM aqui

Nota reflexiva: Por que raios a imprensa internacional gostaria de sujar o nome da patria amada?

17 novembro 2010

Alegado segredo de justiça embacia factos históricos Brasileiros.

Passadas as eleições, o Superior Tribunal Militar (STM) liberou hoje o acesso ao processo aberto durante a ditadura militar contra a presidente eleita, Dilma Rousseff. A consulta à acção estava indisponível por determinação do presidente do STM, Carlos Alberto Soares, que dizia temer o uso político das informações durante o período eleitoral.

Após o julgamento de hoje, a advogada do jornal, Taís Gasparian, lamentou o fato: "É lamentável que tenha sido deferido só agora, depois das eleições." Apesar disso, ela afirmou que foi "uma vitória da sociedade, que poderá ter acesso a documentos históricos". "Esses documentos históricos jamais poderiam ser subtraídos", disse a advogada.

Relator do mandado de segurança julgado, o ministro Marcos Torres foi o único a votar contra a liberação do acesso ao processo aberto em 1970 contra Dilma. No início da sessão, ele chegou a votar favoravelmente à liberação do acesso somente depois de consultas às 72 pessoas citadas na ação. Mas a proposta foi rejeitada. Um dos mais incisivos no julgamento, o ministro José Coelho Ferreira afirmou que uma pessoa que deseja servir o País não pode querer que fatos históricos ligados a sua vida e a sua saúde sejam subtraídos da informação do povo.

15 novembro 2010

Tribunal Provincial de Sofala de novo contra Município da Beira

Caso da execução de 14 imóveis a favor do partido Frelimo

Daviz Simango diz que há mão da Frelimo no Tribunal

Da última vez que o tribunal tentou arrestar os edifícios do Município que estão no centro do litígio com a Frelimo para os entregar ao partido de Guebuza, a população ameaçou reagir violentamente e a operação foi suspensa. O assunto está no Tribunal Supremo mas este continua sem se pronunciar. O Tribunal Judicial da Província de Sofala, entretanto, decidiu agir de novo a partir de amanhã.


Beira (Canalmoz) - O Tribunal Judicial da Província de Sofala, na pessoa do Juiz de Direito Dr. Luís João de Deus Malauene, notificou o Conselho Municipal da Beira (CMB) por despacho que obriga esta edilidade a entregar de amanhã até quinta-feira desta semana 14 imóveis ao partido Frelimo, na sequência do litigio sobre os mesmos que opõe o Município e o “batuque e a maçaroca”, lá vão cerca de oito anos. Esta ordem influirá directamente na vida de 431.583 habitantes locais, que a partir de agora não terão mais onde tratar dos seus documentos. O facto preocupa o edil local, Daviz Simango, que desvaloriza a sentença executiva, acusando o TJPS de a ter feito sob ordens do “n´goma e a maçaroca” (FRELIMO), que “pretende usar estes imóveis para instalação de governo paralelo ao do Conselho Municipal da Beira”.
Refira-se que a Julho passado uma operação semelhante foi tentada pelo Tribunal mas devido à reacção violenta que a população ameaçava tomar tudo foi interrompido. Viveram-se na Beira momentos muito tensos. Com o Tribunal a notificar o CMB da execução da sentença, que o obrigava a entregar as referidas sedes a título provisório à Frelimo, sabido o CMB recorreu da mesma ao Tribunal Supremo, o ambiente de descontentamento popular colocou a Beira à mercê de confrontos. Prevaleceu o bom senso e tudo acalmou.
Em seu despacho o Juiz Malauene afirma agora que “a folhas 30 dos presentes autos veio o executado CMB interpor recurso de agravo, em virtude de não concordar com o despacho de 30 de Junho do corrente ano, que ordena a entrega dos imóveis constantes do requerimento inicial. Por despacho de 9 de Julho do corrente ano, constantes de folhas 31 dos autos, foi o recurso admitido e o recorrente notificado da admissão em 15 de Julho, como facilmente se depreende da certidão de notificação a folhas 34 dos autos. Acontece porém que apesar de devidamente notificado o recorrente não apresentou até aos dias de hoje as alegações de recurso, resultando por conseguinte que o prazo de oito dias para apresentação de tais alegações nos termos do artigo 743 nº1 do Código do Processo Civil expirou.”
Acrescenta o despacho que “assim, não tendo o recorrente apresentado as alegações de recurso, é inequívoco que o recurso interposto deve ser declarado deserto, nos termos do disposto no artigo 292 nº 1 do Código do Processo Civil. Por tudo exposto, declaro deserto o recurso interposto pelo recorrente a folhas 30 dos autos, nos termos do disposto nos artigos 22 nº 1 e 743 nº 1 do Código do Processo Civil”.
“Não conseguimos perceber o alcance do pedido do executado (CMB), quando ao terminar o requerimento em apreço pede que seja a execução suspensa, sendo facto que o mesmo anteriormente interpôs recurso do despacho que ordenou a entrega de imóveis, recurso esse que foi admitido, mas que o executado não apresentou as alegações do recurso, razão pela qual foi o mesmo declarado deserto. A reclamação em apreço do executado não passa de manobra dilatória do mesmo para retardar a entrega judicial dos imóveis, razão pela qual é a mesma indeferida”, refere o juiz.
O juiz em referência afirma ainda que a folhas 54 e 55 dos presentes autos o CMB requereu que fosse nomeado um perito que auxiliasse na identificação clara e segura dos imóveis objecto de execução, bem como que a diligência dos mesmos fosse adiada. “Se nos atentarmos ao requerimento em apreço ressalta-nos desde logo uma contradição que é feita pelo executado, pois não se percebe que peça a nomeação de perito para identificar os imóveis em causa nos presentes autos ao mesmo tempo diga que nenhum imóvel indicado na petição inicial está em seu poder. “Em relação a afirmação de que nenhum imóvel constante da petição inicial está em seu poder, a mesma é sintomática da falta de argumentos da executada para sustar a entrega dos imóveis a exequente, na medida em que se tais imóveis não estivessem na posse do executado, esse em nenhum momento iria deduzir embargos de oposição à presente execução, não iria deduzir o incidente de pagamento de caução 12/08 para evitar a entrega dos imóveis”, lê-se no mesmo despacho, que indefere o requerimento do CMB no que tange a nomeação de um perito e a suspensão de entrega judicial dos imóveis.

Daviz Simango diz que há mão da Frelimo no Tribunal

O presidente do CMB, Daviz Simango, reagiu ao tal despacho afirmando que “esta acção do Tribunal significa que o nosso tribunal continua sob influencia partidária com objectivos claros de a todo custo tentar eliminar e acabar com um politico, Daviz Simango, por detrás de um pretexto de desobediência ao tribunal. Mesmo este (tribunal) sabe muito bem das irregularidades deste processo e da decisão partidária que está tomar, favorável à Frelimo. O tribunal, a procuradoria, sobretudo esta, que se devia pronunciar, em torno de um bem comum da sociedade não o faz, e o tribunal limita-se a favorecer um particular, a Frelimo, em detrimento de uma população, em que mesmo eles precisam de serviços públicos”.
Já tivemos uma experiência de perseguição aquando da preparação das eleições de 2008, desde o Ministério da Administração Estatal às procuradorias aqui na cidade. Tentaram a todo o custo nos afastar de um processo democrático, mas nós continuaremos a dar o nosso máximo, até aos fins dos nossos dias, disse o edil ao Canalmoz.
“Toda a tentativa que esta autarquia fez junto ao tribunal foi pura e simplesmente recusada e indeferida. O Tribunal Supremo, como se não bastasse, continua mudo perante um processo que envolve cerca de 500 mil habitantes”, desabafou o edil.
“Nós na qualidade de eleitos e representantes desta população, continuaremos a trabalhar para o bem-estar desta comunidade, mesmo dos filhos e netos deles (e eles também). Haveremos de os servir, porque eles são munícipes, e merecem o devido tratamento como munícipes”.
“Tudo que a Frelimo tem estado a fazer”, diz Daviz Simango, “é uma estratégia visando desgastar a nossa imagem e sobretudo visando recuperar a cidade da Beira a todo o custo, nem que para tal implique banho de sangue ou a população seja desprovida de serviços públicos básicos, que é a função das sedes dos bairros”.
“Também esta situação reflecte um desespero de causa, pois no terreno eleitoral eles não conseguem levar a melhor sobre nós. Continuam a perder por via de voto, com foi em todas eleições”.
Daviz afirmou ainda que a Frelimo pretende utilizar aqueles imóveis para instalar o seu governo paralelo, visando afectar o funcionamento normal do Conselho Municipal da Beira e atrapalhar a vida dos munícipes. “Tem sido emitidos documentos às instituições utilizando o timbre da Frelimo”, afirmou para reforçar as suas convicções.

Daviz Simango condiciona deslocação à Alemanha

Daviz Simango deveria discursar esta terça-feira em Frankfurt, na Alemanha, num evento subordinado ao tema “Desenvolvimento e Cooperação Baseados em Valores”, mas a sua participação está condicionada a um encontro que manterá hoje com os seus colaboradores, como anunciou ontem ao Canalmoz. O referido evento deverá decorrer de 16 a 18 deste mês.
De Frankfurt, Daviz Simango rumaria a Paris, França, para contactos de pareceria com a Beira. Depois iria a Etiópia, para participar na semana da terceira reunião sobre a água em África.
Daviz Simango disse que vai ponderar se irá participar nos últimos eventos, facto de que depende o desenrolar dos acontecimentos no município de que ele é presidente.
O Canalmoz perguntou ao Edil da Beira se o CMB irá acatar o despacho do Tribunal. Daviz Simango nada adiantou.(Adelino Timóteo)

Fonte: Reflectindo citando CanalMoz (2010-11-10)

Nota Reflexiva: Alguem ja pensou no futuro politico do pais com Simango na Beira, e Dlakama em Nampula?

12 novembro 2010

Governo lança campanha de diálogo social para redução de conflitos laborais


O lançamento foi presidido pelo Presidente da República, Armando Guebuza, para quem a `paz social é fundamental para a solução dos problemas fundamentais, quando estamos em conflitos´.


Foi ontem lançada, em Maputo, a Campanha Nacional sobre o Diálogo Social e Cultura de Trabalho, um instrumento que visa a sensibilização dos actores do mercado do trabalho, dentre eles os trabalhadores, empregadores, bem como o próprio Governo, e a sociedade em geral, da necessidade do diálogo nos centros de produção, como melhor via para a construção do bem-estar sócio-laboral e, por esta via, reduzir os conflitos laborais envolvendo o patronato e empregador.


A campanha em causa terá a duração de 30 dias, mas os trabalhos de sensibilização irão continuar. E, para que a mesma abranja todo o território nacional, no próximo dia 16, os governadores provinciais vão proceder ao lançamento deste instrumento, nas suas respectivas províncias e, no dia 18 deste mês, o lançamento da campanha será estendido ao nível distrital.

O Governo, através do Ministério do Trabalho, foi quem idealizou esta campanha. De acordo com a ministra do Trabalho, Helena Taipo, essencialmente serão realizados encontros porta-à-porta em todos os centros de trabalho rumo a uma nova era de sensibilização onde, só com a cultura de paz e diálogo social, é possível haver aumento da produção e produtividade.


`Pretendemos, com esta campanha, dar um sinal positivo da nossa total disponibilidade e abertura de, juntos, obtermos conhecimentos cada vez maiores de todo um conjunto de instrumentos legais e da sua aplicabilidade correcta, por forma a evitar injustiças e práticas nefastas, que em nada contribuem para o crescimento e a competitividade das empresas´, disse a ministra, acrescentando que:`é nossa pretensão encontrar formas e alternativas de solução dos problemas, através de uma difusão das regras legais implantadas no país sobre as relações do trabalho´, concluiu Helena Taipo.

O presidente da República, Armando Guebuza, foi quem lançou a presente campanha e, na sua intervenção, Guebuza reconheceu que: `de facto, a paz social é fundamental para a solução dos problemas fundamentais, quando estamos em conflitos´. Guebuza acrescentou que, antes do lançamento desta campanha, o governo criou a Comissão de mediação, conciliação e arbitragem de conflitos laborais, com o objectivo central de prevenir e dirimir conflitos de natureza laboral.

Por seu turno, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, Salimo Abdula, disse, no seu discurso, que apesar do diálogo social nas relações laborais ter conhecido avanços bastante significativos, como a questão dos salários mínimos que são fixados por sectores de actividades bem como a criação de um órgão tri-partido para discussão do salário mínimo, nomeadamente, o Governo, os empregadores e sindicatos em representação dos trabalhadores, a nível das empresas, Moçambique ainda vive um período de alguma insegurança nas relações de trabalho, decorrente da existência permanente de um potencial de conflitos de trabalho entre os trabalhadores e empregadores.

Não raras vezes, diversos trabalhadores têm pautado pela observância de manifestações que surgem pela falta de diálogo no seio dos empregadores...
Fonte: O Pais 
Nota: Estamos a desenvolver uma materia com respeito a este tema "Dialogo social e cultura de trabalho"

Sera que os caudilhos Angolanos querem retornar `a guerrilha em resposta ao absolutismo do poder vitalicio deste pais?

O governo angolano confirmou esta quinta-feira à BBC a ocorrência de um ataque em Cabinda, contra uma coluna de veículos transportando trabalhadores chineses da Sonangol.

No ataque, que teve lugar na região de Dinge na segunda-feira, foram mortos dois militares do grupo que fazia a protecção da coluna.
Este ataque já foi entretanto reinvindicado pela Frente de Libertação do Estado de Cabinda, FLEC, leal ao seu fundador Nzita Tiago.
Mas, o secretário de Estado para os Direitos Humanos, Bento Bembe, atribui o ataque a elementos "terroristas" e "delinquentes".
Bento Bembe condenou ainda o ataque e negou qualquer retaliação das Forças Armadas Angolanas.
Violência
Testemunhas dão conta da destruição de pelo menos uma viatura onde seguia uma equipa de protecção de uma empresa de prospecção chinesa ao serviço da petrolífera estatal Sonangol, na região de Dinje.
Estes incidentes levaram a Sonangol a suspender na terça-feira os trabalhos de pesquisa e prospecção de petróleo na região.
Cabinda já tinha sido palco de violência em Janeiro passado, quando foi atacado o autocarro da selecção togolesa que ia participar no Campeonato Africano das Nações e no qual morreram duas pessoas e nove ficaram feridas.
Este incidente ocorreu poucos dias antes dos 35 anos da independência de Angola, que se comemoram esta quinta-feira.

Mocambique para todos citando BBC – 11.11.2010

Universidade Eduardo Mondlane não assume o estudo que aprova o "By Pass na Mozal"!

UEM

Ao contrário do que dizem os quadros seniores do MICOA, não constitui a verdade que o estudo seja da autoria da Universidade Eduardo Mondlane. O certo é que foi elaborado por técnicos afectos àquela organização, sem o aval institucional. Segundo, a universidade, a sua menção como autora revela uma falta de conhecimento sobre o processo que resultou na elaboração do estudo ou uma extrema exposição pública dos técnicos envolvidos, levando que a UEM seja erradamente referida como autora. O estudo é unicamente da autoria e responsabilidade do MICOA. Assim, chama-se a atenção às autoridades competentes para que em nome do bom senso e em prol da saúde e o interesse público, se anule a realização do bypass com base nesta investigação. Como alternativas ao Bypass propõe-se o seguinte: a compra de ânodos e a construção de um centro de tratamento de fumos alternativo, a ser utilizado neste caso e no futuro em situações de emergência. Toda a verdade aqui

Nota Reflexiva: A final o que chamamos de estudo de impacto ambiental não passa de uma simulação? E para parecer algo usou-se o nome da UEM? Mas que sem vergonhice dessa Alcinda Abreu!!! Pá!!! Estam a vender a pátria de heróis e tentam nos ludibriar com o factos deles também estarem cá connosco!... Xiii...

PS: senhora ministra do Ambiente, a propósito, fala de transformar a lixeira de Huleni em aterro. E Malhampswene que já tanto temos vindo a falar, o que pensão dele? Porque também está ladeado de gente inocênte.

11 novembro 2010

OMS contra poluicao na Matola


aqui. O que significa estes pronunciamentos da OMS?  “Ainda não há nenhum estudo feito sobre uso de bypass pela MOZAL, mas mesmo que tivéssemos feito não seríamos nós a divulgar os resultados por se tratar de uma empresa com capitais mistos”, disse a fonte da OMS ouvida pelo Correio da manhã. Sera que o MISAU estaria interessado em divulgar possiveis resultados dos estdos feitos pela OMS?

04 novembro 2010

Depois do Yes Man...

Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Sim­plesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.
Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniên­cia. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideolo­gia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma na­ção muito gaseificada.
Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enqua­dra-se no combate contra a pobreza.
Mas a corrupção, em Moçambique, tem uma dificuldade: o corrup­tor não sabe exactamente a quem subornar. Devia haver um manual, com organograma orientador. Ou como se diz em workshopês: os guidelines. Para evitar que o suborno seja improdutivo. Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opi­nião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.
O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao portu­guês, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.
O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recen­te: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrup­to: em nome da lei, assalta o cidadão.
Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele e sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cau­tela, os do chefe do chefe.
O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigen­te: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem no­meá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.
Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma for­tuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de- conta. Para um país a sério não serve.

01 novembro 2010

Wampula FAX

Lei uma crónica interessantíssimo do Gento Roque Cheleca Jr., com o título “O Estado fisiológico da Educação”.

Ele começa citando um historiador português dizendo:

                        “As pessoas de verdadeiro valor estão fora das universidades. É chocante ver docentes a apresentarem-se com título “Professor Doutor” cuja indigência mental é evidente a todas as luzes. Os erros dos sistemas de ensino, residem essencialmente nos Professores os alunos são apenas um dado do problema.”

Veja que o Júnior faz uma análise em diferentes sectores de produção do nosso país de forma isenta e imparcial  

Leia mais

Mozal adia emissão de gases

 A Fundição de Alumínio Mozal anunciou, na última sexta-feira, o adiamento da emissão de fumos sem filtros para a atmosfera por tempo indeterminado apesar de iniciar hoje com a reabilitação dos Centros de Tratamento de Fumos. aqui




Nota Reflexiva: A classe dos Ambientalistas  é exemplo de “sociedade civil” no seu verdadeiro sentido de actuação. Para bens a todos que incondicionalmente algo fizeram para que o esclarecimento deste caso “By pass” seja antes bem esclarecido. Não deixamos de felicitar a Mozal pela compreensão porque para os Governantes basta a decisão deles.

A propósito! Por que não a navegabilidade do rio Chire e Sim o “By pass”! Mais, sim a Panda Kuwa!...


Mozal adia emissão de gases

A Fundição de Alumínio Mozal anunciou, na última sexta-feira, o adiamento da emissão de fumos sem filtros para a atmosfera por tempo indeterminado apesar de iniciar hoje com a reabilitação dos Centros de Tratamento de Fumos. aqui




Nota Reflexiva: A classe dos Ambientalistas  é exemplo de “sociedade civil” no seu verdadeiro sentido de actuação. Para bens a todos que incondicionalmente algo fizeram para que o esclarecimento deste caso “By pass” seja antes bem esclarecido. Não deixamos de felicitar a Mozal pela compreensão porque para os Governantes basta a decisão deles.

A propósito! Por que não a navegabilidade do rio Chire e Sim o “By pass”! Mais, sim a Panda Kuwa!...

28 outubro 2010

Perante o Relatório da T.I

O VICE-MINISTRO da Justiça, Alberto Nkutumula, disse ontem ao “Notícias” que a meta do Governo não é apenas reduzir os actuais índices de corrupção, mas sim eliminar o fenómeno social. O governante reagia ao relatório da Transparência Internacional publicado terça-feira, em Berlim, na Alemanha, indicando que o índice de corrupção em Moçambique baixou.


 
Nkuntumula promete passos para frente e nenhum para traz, falta é a concordância dos outros membros do executivo... e segundo os últimos pronunciamentos do J. Rebelo ele corre risco de ser como Garrido e Momiche.

Mozal inicia emissão de fumos sem filtros


Nota Reflexiva:O governo tem alguma experiencia igual? Por que inovar neste caso?  O argumento vai ser sempre o mesmo: podemos assumir as perdas e prejuizos porque os participantes directos somo nos. Nos quem? 'e a pergunta do Professor Nunu C. Branco.

O interesse da China em África pode anteceder o da Europa!



"Apesar de ainda não se poder tirar conclusões definitivas, estas descobertas deitam por terra a convicção de que o explorador português Vasco da Gama teria sido o primeiro estrangeiro na África Oriental."

Tudo por causa de  uma pequena moeda de cobre com um buraco quadrado no meio -, mas esta relativamente inócua peça de metal está a revolucionar o entendimento da antiga história da África Oriental, e a reorganizar o papel mais recente da China na região.


Nota Reflexiva: Que diferença faria essa alteração dos factos? A Conferência do Berlim já favoreceu Portugal em nosso prejuízo  face essa “mentira”!..

26 outubro 2010

Adido militar do Malawi em Moçambique detido na Zambêzia

O Adido Militar do Malawi em Moçambique, Coronel James Piters Talimping, foi detido e posteriormente posto em liberdade pelas autoridades moçambicanas na província central da Zambêzia, na passada sexta-feira, dia 22.

A detenção daquele diplomata ocorreu quando ele e mais três cidadãos, dois de nacionalidade malawiana e um sul-africano, ainda sob custódia policial, navegavam ilegalmente numa barcaça a motor ao longo do ramal do rio Chire, mais concretamente, em Megaza, distrito de Morrumbala, província da Zambêzia.

Manuel Filomão Zandamela, comandante Provincial da PRM confirmou a Rádio Moçambique em Quelimane, que a embarcação foi interceptado no dia 22 Outubro, pelas 10 horas, ido de Marromeu em Sofala, tendo como destino final a localidade malawiana de Nsanje, onde no dia seguinte, sábado, deveria ser inaugurado um porto fluvial construído pelo Malawi. Leia mais

AUTARCA

Leia o primeiro jornal electronico da cidade da Beira desta semana . Obrigado V. Dias pela correspondencia.

25 outubro 2010

"Economia Extractiva e Desafios de Industrialização em Moçambique" do IESE ja nas bancas


O IESE lançou ontem, 21 de Outubro, o livro “Economia Extractiva e Desafios da Industrialização em Moçambique”, que reúne sete artigos cobrindo o conceito de economia extractiva e as suas implicações para a análise da economia nacional e seus desafios; a crítica a indicadores de análise da sustentabilidade económica; as implicações do carácter extractivo da economia para os efeitos económicos dos mercados internacionais; questões na adopção e utilização de tecnologia; problemas de produtividade agrícola e emprego rural, veja a comunicação aqui

20 outubro 2010

Poderes vitalícios são uma barreira constante ao desenvolvimento da África

Em Bulawayo, a polícia do Zimbabwe encerrou uma exposição de quadros do artista plástico, Owen Maseko, alusiva aos massacres perpetrados pela 5ª Brigada na região da Matabelelândia na década de 80. A campanha militar orquestrada pelo regime de Mugabe, e que passou a ser conhecida por «Gukurahundi», saldou-se em mais de 20.000 mortes.
Um aviso emitido pelo Ministério do Interior anunciou que a exposição havia sido proibida pelo facto do regime da ZANU-PF considerar que as “efígies, palavras e pinturas expostas retratavam a era «Gukurahundi» de forma tendenciosa”. Para proibir a exibição e confiscar os quadros, o regime recorreu a uma lei da era colonial que exigia que os artistas deviam obter previamente “licenças de entretenimento” renováveis anualmente.
Os quadros de Owen Maseko reflectem a dor e o sofrimento das mães que perderam os seus entes queridos durante a política de terra queimada posta em prática pelo regime da ZANU-PF na zona onde predomina o grupo étnico dos ndebeles e que nas eleições de 1980 haviam votado massivamente na ZAPU de Joshua Nkomo. Outros quadros de Maseko ilustram a burla que caracteriza cada escrutínio eleitoral organizado pelo regime de Mugabe, como o que aqui se reproduz e que o pintor chamou de “Flush Vote”, ou Autoclismo Eleitoral. Leia mais

Há quem diz que ele so quer aparecer!!!


"O Governo é uma entidade abstracta. Dentro do governo existem ministros, vice-ministros, directores nacionais (...). alguns destes estão a enriquecer à custa do povo. Mas há também gente séria. O que me preocupa é ver esses sérios e honestos a serem corridos de lá. Conheço, por exemplo, o Dr. Ivo Garrido e sei que não é corrupto e nem está associado à corrupção, mas foi corrido do Governo. Eu não percebo porquê? Conheço também o Dr. Eneas Comiche e sei da luta que desenvolveu no Conselho Municipal visando acabar com esquemas de corrupção (...), mas ele também foi corrido”, lamentou Jorge Rebelo.  Leia mais.

Nota reflexiva: Sabem que também já me fiz estas perguntas? Mas as respostas são sempre as mesmas não agradaram algumas pessoas do circulo do poder ou então os doadores não estão bem com ele, ou ainda então os colegas de trabalho se sentem prejudicados com ele. A questão é: A quem se destina o trabalho de um funcionário público? È aqui onde devíamos procurar a avaliação destes!...

O que significa diminuição da pobreza?

Verdade ou mentira aqui, aqueles que, de "uma ou de outra maneira alguma coisa fazem para o bem deste país", deviam visitar a história da evolução económica dos povos, talvez cheguem à mesma conclusão que nós chegamos. Só falta chamarmos novamente a carroça nesta crise.

Em que ano usamos caixa aberta para transporte público na cidade de Maputo?

19 outubro 2010

O que é pontual na revisão constitucional?

Em Moçambique, a Frelimo defendeu no Parlamento uma nova revisão da Constituição da República, rejeitando entretanto que o objectivo seja a manutenção no poder, de Armando Guebuza.




14 outubro 2010

Vejam o email que caiu no meu site.

Oi pessoal Aqui esta a mulher que esteve com o homem mais poderoso do mundo Enquanto outras sonham com Brad Pit esta viveu com Bin Laden...!?!

Até onde isto será verdade!?!

Amante de Bin Laden revela factos insólitos


"Ele acredita que está a salvar o mundo", diz Kola Boof

KOLA BOOF é uma escritora norte-americana, mas que em tempos foi forçada a viver com Bin Laden, durante meio ano. Uma experiência que Kola conta hoje no seu livro "Diário de uma rapariga perdida" e que, afirma a escritora, já lhe valeu ameaças de morte.

Que tipo de ser humano era Bin Laden pessoalmente?

Osama nunca gritava, nunca levantava a voz . Era mau, mas ao mesmo tempo extremamente inteligente. E emocional. Quando dava ordem para matar um homem, chorava sempre. Ele acredita que está a salvar o mundo, pensa que Alá quer que ele converta todos em muçulmanos e que todos têm de ser arabizados. Acredita que, quando morrer, será um novo Maomé.
Bin Laden considera maléfica a música ocidental, mas ouvia Van Halen e B-52. Não é contraditório?

Havia uma dupla personalidade, dois Osamas num só homem. Ele era muito islâmico e árabe e também muito ocidental. Gosta de séries de televisão americanas e de música. Quando tínhamos sexo, ele gostava de se "pedrar" com marijuana e só então gostava de música. Mas quando tudo terminava, desligava a música, caía de novo na religião e ia rezar. Sentia-se sujo. No entanto, o seu sagrado Alcorão diz que, se capturar mulheres ao inimigo, pode ter sexo com elas. Era isto que explicava às amantes, porque eu não era a única.

Alguma vez Bin Laden lhe explicou porque não queria ter filhos seus?

Porque sou negra. Não casa com nenhuma mulher que não seja uma jovem árabe. Esta é a sua regra. Ele dizia: "As negras deveriam ser tratadas para não ter filhos e para que os árabes pudessem ter sexo com elas sempre que quisessem."

Mas escreveu que ele queria casar-se com Whitney Houston, que é negra!

Ele disse apenas que quebraria a sua "regra da cor" por causa dela e que a converteria ao islão. Ele queria-a de forma tão intensa que disse ser a excepção.

Por que revelou a sua relação com Bin laden?

Eu não a revelei. O jornal "The Guardian", de Londres, queria escrever um artigo sobre mim. Quando eu neguei conhecer Bin Laden, começaram a investigar pessoas que me conheciam e chegaram mesmo a contactar o Governo norte-americano. Isso fez com que fosse investigada e detida. Tive de contar tudo, uma vez que me ameaçaram de expulsão dos Estados Unidos. A informação chegou à imprensa americana e foi assim que começou. Acusaram-me de estar a mentir porque "não era islâmico para ele [Bin Laden] ouvir Van Halen". Não acreditam na história, por ser tão surreal, mas é a verdade. Juro por Deus! Não inventei nada!
Muitos políticos, incluindo George W. Bush, dizem que "o islão é a religião da paz".

Quando era criança, estava na escola, e ensinaram-me a odiar os ocidentais; e que Alá nos iria recompensar se matássemos os ocidentais, mesmo pessoas inocentes. Diziam-nos que, se atássemos uma bomba à nossa volta e a fizéssemos explodir nos correios, iríamos para o Céu. O que era bom era fazer isso por Alá.



13 outubro 2010

O que é racismo?

UM candidato negro é a esperança dos republicanos contra Obama no Congresso norte-americano, referiu domingo o jornal britânico Telegraph. Segundo este jornal, a poucos quilómetros de Fort Sumter, onde ocorreram os primeiros tiros da Guerra Civil, em 1861, Tim Scott, um cidadão norte-americano da raça negra, contou que nasceu na pobreza e num lar desfeito, trajectória muito parecida com a de Barack Obama.

Candidato negro para o Congresso, Tim Scott conversou sábado, em campanha eleitoral, com estudantes de North Charleston, aos quais contou ter reprovado no ensino médio. “Falhei em Geografia, Educação Cívica, Espanhol e Inglês. Quando se chumba em Espanhol e Inglês não se é bilingue, é se bi-ignorante”, contou.
Segundo o jornal, excepto por uma fatalidade, Scott será eleito para o Congresso em Novembro próximo, onde será “adversário feroz de Obama”, a quem “dá uma fulminante reprovação na sua presidência”, de acordo com a publicação britânica.

"As suas intenções podem ser boas, mas ele (Obama) está a levar-nos para a beira da falência. Agora o povo americano está simplesmente a dizer que já chega, que ele teve o suficiente", considerou Scott, citado pelo jornal.

De acordo com o Telegraph, Scott será o primeiro negro congressista republicano do extremo sul em mais de um século. Os republicanos esperam eleger pelo menos dois outros candidatos negros para o Congresso nas eleições do próximo mês. Trata-se de Allen West, da Flórida, e Ryan Frazier, do Colorado. Actualmente existem 42 parlamentares negros no Congresso, todos democratas. Os republicanos não têm nenhum congressista negro desde JC Watts, deposto em 2003. Ironicamente, a oposição à política do primeiro presidente negro em questões económicas e sociais constitui um factor fundamental de motivação para esta nova onda de negros conservadores.

O jornal cita Timothy Johnson, co-fundador da Fundação Frederick Douglass, um grupo que ajuda a promover candidatos republicanos negros, a dizer que Obama não foi avaliado adequadamente na eleição de 2008 por causa da sua raça.

"A eleição não foi tanto sobre o que Obama trouxe para a mesa. As pessoas votaram nele porque queriam se sentir bem consigo mesmas, que não eram racistas”, argumentou.

O jornal britânico cita ainda Scott a revelar sentir-se desconfortável sempre que lhe questionam sobre a raça. “Ele quer que seja julgado pelo seu carácter e não pela cor da pele”, referiu a publicação, segundo a qual, em Fort Dorchester, felizmente, ninguém perguntou a Scott sobre a raça ou por que um homem negro quer ser deputado pelo bloco dos republicanos. Leia mais

Nota reflexiva: Usar o negro para fins seja de que tipo pode ser um acto racista...

Pensa comigo!

PORQUE URGENCIA EM PRENDER?

UNESCO: Graca Machel e D. Tutu os inconfundiveis no prémio Obiang

Em 2008 o presidente da Guiné Equatorial doou 3 milhões de dólares à UNESCO para instituir um prémio em seu nome. Contudo devido às violações dos direitos humanos permitidas pelo regime de Teodoro Obiang o prémio foi suspenso e sucederam-se as pressões internacionais para a sua abolição. Neste momento o conselho executivo da UNESCO está reunido em Paris para decidir o que fazer. Hoje, um grupo de proeminentes activistas internacionais, entre os quais Graça Machel e Desmond Tutu, subscreveram um apelo para acabar com o prémio Obiang.

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12 outubro 2010

(“André Matsangaissa e Afonso Dhlakama não estavam lá, e nem tinham uma vaga ideia do que se passava", JChissano)


O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, insurgiu-se recentemente contra aqueles que consideram terem tendência para “desprezar e deturpar a verdadeira História de Moçambique”, os quais, de forma sistemática, tentam pôr em causa determinados factos e etapas do processo histórico do país, sobretudo da fase da luta de libertação e mesmo em torno das verdadeiras causas da guerra de desestabilização.

Chissano, que falava no decurso de uma palestra organizada pela Universidade São Tomas, por ocasião do Dia da Paz (04/10) e dos 18 anos depois da assinatura do Acordo Geral de Paz, considerou muito perigoso que tal suceda com a agravante de que tais pronunciamentos são feitos por “gente que ignora completamente quem foram os inimigos de Moçambique e a forma como eles actuavam contra o nosso país e o seu povo”.

“Sobre a guerra de desestabilização, por exemplo, alguns vêem as causas deste conflito de uma maneira errada. Pegam determinados factos de forma superficial e juntam uma palavra que ouvem aqui e acolá e fazem deduces. Outros nem sequer sabem exactamente quando é que começou a guerra, pois já ouvia algumas dessas pessoas a dizerem que a guerra de desestabilização começou em 77 e outros apontam o ano de 78 ou 82. Isto quer dizer que estas pessoas não sabem muita coisa sobre esta fase e, mesmo assim, atravem-se a fazer grandes debates em volta disto partindo de bases erradas”, disse Chissano.


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Há mexidas mais uma vez no governo de A. Guebuza


Nota reflexiva: Guebuza foi feliz para o MIT e infeliz para MISAU se considerarmos que o governo é do povo, quanto `a industria e comercio e agricultura, só e somente ele sabe o que os novos titulares poderão fazer de diferente! Se considerarmos também que não basta trocar pessoas há que colocar meios: Como fazer a dita revolução verde? e como tornar a economia mais eficiente e sustentável?

11 outubro 2010

Mediafax


Mas não podemos falar de arrogância, muito menos de favoritismo!
Será que as “externalidades” face a esta fábrica merecem tamanhos benefícios fiscais que o governo lhes concede?  
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